"Em defesa dos direitos das pessoas com autismo"

domingo, 8 de abril de 2012

Inconformado com 1 em 88

O dia 2 de abril é especial. É o momento do ano em que diversas pessoas mundo afora param para refletir sobre o autismo, um conjunto de diversas síndromes que afetam a habilidade de socialização, linguagem e comportamento humano.



Por muito tempo, acreditava-se que pessoas dentro do espectro autista eram raras, uma minoria. Porém, com um trabalho de conscientização intenso, familiares e cientistas conseguiram convencer os médicos e a sociedade de que o autismo não é tão raro assim. Desde então, a prevalência do autismo tem sido motivo de discussão. Dados recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) agora mostram que uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos são diagnosticadas com autismo (http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/ss6103a1.htm?s_cid=ss6103a1_w). Os números representam um aumento de 23% nos casos entre 2006 e 2008 e 78% de aumento desde 2002. Ainda assim, é possível que o estudo esteja subestimando números reais. Um estudo publicado ano passado mostrou incidência de autismo de um em 38 crianças na Coréia do Sul. É provável que os números no Brasil não sejam muito diferentes dos Estados Unidos, mas ainda não existe um estudo formal feito no país.
Os dados novos de CDC, liberados ao público na última quinta-feira (29), mostra que incidência aumentou entre a população negra e hispânica. A diferença entre sexos é grande, um em cada 54 é a proporção para os meninos, cinco vezes maior que em meninas. Sabemos muito pouco de por que o autismo tem um viés masculino. Algumas hipóteses associam genes duplicados no cromossomo X – do qual as meninas têm duas cópias – como um fator protetivo.
Parte da justificativa desse aumento parece estar associada a uma melhora no diagnóstico e conscientização da população. A idade média de diagnóstico caiu de quatro anos e meio para quatro anos. Porém, muitos pais detectam o problema bem mais cedo, o que sugere que o processo de diagnóstico pode melhorar muito ainda. Uma contribuição ambiental ainda desconhecida também tem sido apontada como um fator que justificasse a alta incidência de autismo nos dias de hoje, mas não existe evidência científica forte o bastante pra apoiar essa idéia. Não importa se estes fatores justificam ou não por completo os números do CDC; de toda forma, o aumento é preocupante e sugere um quadro epidêmico. São mais de 1 milhão de crianças afetadas, com um custo anual de US$ 126 bilhões nos Estados Unidos.
Infelizmente, por trás de toda essa estatística, estão familiares e pacientes, que se esforçam todos os dias para lidar com a condição. A preocupação com o futuro dessas crianças é justificável e a luta para torná-los independentes começa cedo. Erra quem pensa que isso é um problema das famílias dos pacientes apenas. Crianças são as maiores riquezas de um país e preservar os cérebros delas é garantir o futuro competitivo. Ignorar o problema é a pior coisa que um governo pode fazer. A isenção da iniciativa privada também preocupa. Custos com seguros saúde vão aumentar drasticamente, afetando a produção daqueles que cuidam de crianças autistas, por exemplo. Com esse tipo de prevalência na população é difícil de encontrar quem não seja, direta ou indiretamente, afetado pelo autismo.
Em tempos de crise, a história tem mostrado que o incentivo a pesquisa na área é o que, em geral, leva à solução do problema. Jovens adultos e crianças da atual geração nunca devem ter ouvido falar de poliomielite ou pólio. Isso porque a epidemia de pólio, que deixou milhares de crianças e adultos paralizados por volta de 1910, foi erradicada a partir de iniciativas como a “Corrida contra o pólio” nos anos 50, que investiu pesado na busca científica da “cura” do problema. Pólio continua sem cura, mas foi erradicado da maioria dos países através do financiamento de uma vacina, originada numa polemica pesquisa do médico Jonas Salk.
O mundo é formado, em sua maioria, por pessoas conformadas, e por uma minoria de pessoas que não se conformam. São os conformados que nos trazem conforto nas horas mais difíceis, que nos ensinam a aceitar as situações como são e agradecer por aquilo que temos. São os conformados que vão te dizer que o autismo não tem solução, que não há o que fazer. Mas são os inconformados que transformam nossa perspectiva e que fazem o mundo melhor. Acho que o quadro de autismo atual pede um plano nacional de ataque, a criação de um centro de excelência em autismo brasileiro, formador de profissionais qualificados e com pesquisada cientifica de ponta com colaborações internacionais. Será preciso reunir pais, políticos, terapeutas, médicos e cientistas inconformados e que estejam dispostos a lutar por dias melhores.

Abaixo assinado pela aprovação projeto dos 5 Centros de Referências em Autismo em SP

Abaixo-assinado pela aprovação projeto dos cinco Centros de Referência em Autismo em São Paulo

Para:Conselho Estadual de Saúde de São Paulo, Moacyr Bertolino, Ministério Público do Estado de São Paulo, Promotor de Justiça Dr. Luiz Roberto Cicogna Faggioni, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo Dr. Giovanni Guido Cerri, Dr. Rafael Bernardon Ribeiro, Ordem dos Advogados do Brasil, Câmara dos Vereadores de São Paulo, Assembleia Legislativa de São Paulo, Deputado Bruno Covas, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Organizações das Nações Unidas, Tribunal de Justiça de São Paulo, Defensoria Pública do Estado de São Paulo, CONDEPE e Secretaria de Estado de Justiça de São Paulo.

Nós, abaixo-assinados, solicitamos que seja aprovado o projeto de construção de cinco Centros de Referência em Autismo em São Paulo. O autismo é das mais graves questões da psiquiatria. Estima-se que existam 100 mil autistas na cidade de São Paulo. A maioria encontra-se, hoje, sem diagnóstico e sem tratamento. O autista que recebe diagnóstico precoce tem muitas possibilidades em sua vida. Aos que não são atendidos adequadamente, o futuro reserva a internação psiquiátrica como única medida de tratamento. Isso onera o Estado sem necessidade e, principalmente, exclui o autista de toda possibilidade de cidadania. Queremos que o autista seja tratado adequadamentee e assim, tenha dignidade em sua vida! E mais, queremos que os recursos públicos sejam geridos de forma responsável!

fonte: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23097

CENSO INCLUSÂO 2012


Participe do Programa Censo-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo

É o primeiro Censo da história da cidade de São Paulo direcionado ás Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Trata-se de uma pesquisa para saber quantas são, onde estão e como vivem as Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida residentes no município de São Paulo, visando melhorar e ampliar os serviços públicos oferecidos nas áreas da saúde, transporte, educação, lazer, entre outras.

Se você tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida, ou conhece alguém que possua, fale sobre o CENSO-INCLUSÃO e ajude São Paulo a ser um lugar melhor para todos!

Participe! É Gratuito!

O Censo-Inclusão acontece de 23 de março a dia 21 de maio de 2012.

Você que é morador da cidade de São Paulo, receberá um formulário em sua residência.

Você também pode:

Responder pela internet : www.censoinclusao.sp.gov.br
Ou retirar seu formulário em uma das 31 subprefeituras.

VOCÊ RESPONDE SÃO PAULO FICA MELHOR

Mais informações:
Mande um e-mail: censoinclusao@prefeitura.sp.gov.br

ou entre em contato através do  SAC:

(11) 3913- 4025 / 4026 / 4027 com horário de funcionamento de segunda a sexta das 09h00 às 18h00.


Observação: Caso exista mais de uma pessoa com deficiência e mobilidade reduzida na residência, basta retirar o formulário em uma das Subprefeituras ou acessar o formulário no site www.censoinclusao.sp.gov.br.


Prefeitura de São Paulo

Acessibilidade e Inclusão



Nova legislação - Ano 2012



Estas informações valem para todos os municípios e entidades do Brasil



LANÇADA A CAMPANHA DA ACSP/FACESP PARA DESTINAÇÃO DE 3% DO IMPOSTO DE RENDA PARA AS ENTIDADES COM

PROJETOS PARA CRIANÇA E ADOLESCENTE


Conheça a nova legislação de 2012 para destinação de valores para o FUMCAD - Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.


A instituição em que você é voluntário e/ou colabora tem algum projeto aprovado pelo CMDCA?


Saiba agora como a pessoa física poderá destinar, na declaração de renda do ano em curso, 3% (três por cento), do imposto de renda para as organizações que prestam um relevante serviço ao município. O prazo vai até 30 de abril de 2012.


Esta é uma iniciativa conjunta do Conselho do Terceiro Setor da ACSP e da FACESP em parceria com a Receita Federal do Brasil e REBRATES. Veja abaixo a palestra da representante da Receita Federal esclarecendo a Lei 12.594/2012:


Assista este vídeo





Mensagem da ONU para o Dia Mundial do Autismo em 2012

Secretário-Geral diz que o Dia Mundial da Conscientização do Autismo deveria impulsionar ações globais para combater a "inaceitável" discriminação e isolamento que pessoas com autismo sofrem

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon para o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a ser comemorado em 2 de Abril:
"O Autismo não está limitado a uma única região ou a um país; é um desafio mundial que requer ação global.
Embora deficiências do desenvolvimento como o autismo comecem na infância, elas persistem por toda a vida de uma pessoa. O nosso trabalho com e pelas pessoas com autismo não deveria estar limitado a diagnóstico precoce e tratamento; deveria incluir terapias, planos educacionais e outros passos que nos levem na direção de um compromisso mantido para a vida toda.

Chegar às pessoas com transtorno do espectro autista requer compromisso político global e melhor cooperação internacional, especialmente no compartilhamento de boas práticas. Investimentos maiores nos setores sociais, educacionais e laborais são crucialmente importantes, já que os países desenvolvidos e em desenvolvimento, da mesma forma, ainda precisam melhorar suas capacidades de ir ao encontro das singulares necessidades das pessoas com autismo e cultivar seus talentos. Nós também precisamos promover mais pesquisas, treinar cuidadores não especializados, e capacitar a comunidade do autismo a navegar mais facilmente os serviços de saúde para obter serviços que possam dar suporte e inserir os indivíduos com autismo na sociedade.
O cumprimento anual do Dia Mundial da Conscientização do Autismo tem a intenção de impulsionar essa ação e chamar a atenção para a inaceitável discriminação, abuso e isolamento vividos pelas pessoas com autismo e seus familiares próximos. Como foi enfatizado na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências, pessoas com autismo são cidadãos iguais que deveriam gozar de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.
Neste dia, em Nova Iorque, Viena e Genebra, a Administração dos Correios das Nações Unidas estará lançando seis selos comemorativos e dois envelopes colecionáveis dedicados à conscientização do autismo. Esses pequenos pedaços de papel — com imagens criadas por artistas diagnosticados com autismo — mandarão uma mensagem poderosa às pessoas no mundo todo: de que talento e criatividade vivem dentro de todos nós.
Minha esposa tem estado muito envolvida com a conscientização do autismo e esforços dessa luta, e tem compartilhado comigo histórias inspiradoras não só sobre indivíduos com autismo, mas também sobre aqueles comprometidos a melhorar a vida deles. Vamos todos continuar a unir as mãos para capacitar as pessoas com autismo e outras diferenças neurológicas a perceber seu potencial e aproveitar as oportunidades e o bem-estar que são seu direito de nascença."

Corrente Azul pela inclusão da criança autistaEscola na Ponta Verde ilumina-se com a cor símbolo do Autismo


01/04/2011 22h04
 
Ascom
 
Antecipando as celebrações do Dia do Autismo, a Escola Espaço Educar, localizada no bairro da Ponta Verde, se iluminou de azul aderindo ao movimento mundial de conscientização para inclusão da pessoa autista. "Escolhemos a noite deste 1º de abril para chamar a atenção da comunidade para um assunto sério, mas pouco discutido: o AUTISMO, uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente", esclarece a diretora Sílvia de Melo França, falando sobre o engajamento da escola na campanha de conscientização que ocorre em vários monumentos e grandes construções ao redor do mundo.

Desde o início da noite, a fachada do prédio da escola acendeu uma iluminação especial nos tons da cor símbolo da luta pela inclusão dos portadores da síndrome no planeta. Um banner colocado na entrada principal da instituição convida os pedestres a participar do movimento.
O Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, foi criado pela ONU, em 02 de abril de 2008. Como tradicionalmente ocorre nesta data, prédios e monumentos se acendem de azul para pedir mais qualidade de vida e informações que garantam o diagnóstico precoce das crianças portadoras da síndrome. Em Maceió, a Escola Espaço Educar realizou uma série de mobilizações com seus alunos sobre o Autismo.

A síndrome também foi tema de palestras e bate-papo das professoras com as turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Nessa sexta-feira, os estudantes usaram fitinhas azuis no pulso para demonstrar o engajamento na campanha de conscientização, que mobilizou diversos profissionais na escola.

A turminha do Maternal II aprendeu um pouco mais a respeito da produção da agenda do colega autista. Para demonstrar como é feita a agenda, as professoras trouxeram para a sala material utlizado na redação diária da agenda do autista, geralmente composta por símbolos concretos. As educadoras explicaram as diferanças de comunicação com estes alunos, demonstrando os cartões com imagens concretas e texturas que permitem ao aluno autista registar as informações a respeito das tarefas agendadas. As famílias receberam material informativo com textos que falam sobre a importância de inclusão da criança autista.

Confira algumas das dicas compartilhadas com os alunos:

Você sabe o que é autismo?

É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

Revendo alguns conceitos

Isolamento: Essa é a característica central do autismo. A criança que prefere ficar sozinha em vez de com a mãe, que não gosta de ser colocada no colo e não olha para as pessoas com freqüência e duração normais, ou tenha atraso na fala até os dois anos possui características que indicam que ela pode ser portadora da doença. Caso os pais as observem em seus filhos, devem procurar um médico.

O termo autismo era usado inicialmente para caracterizar vivências ricas em pensamentos e emoções, das representações e sentimentos pessoais, com perda da relação com os dados e exigências do mundo circundante. O psiquiatra norte-americano Leo Kanner usou o termo autismo infantil depois de ter sido reconhecido como responsável por algo novo. Em 1943, ele descreveu, em sua publicação intitulada Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo, um grupo de onze casos clínicos de crianças. Elas apresentavam extremo isolamento - não tinham habilidades para se relacionarem com outras pessoas e situações -, falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice.

Às vezes o autismo é confundido com outras doenças que têm sintomas parecidos. Ele é mais confundido com o retardo mental e, em aproximadamente 75% dos casos, há superposição dos dois transtornos. O diagnóstico de paralisia cerebral é também comumente dado aos portadores de autismo.

As características do autismo devem surgir até os três anos de idade . Elas são:

* Relacionamento interpessoal comprometido;
* Atraso significativo ou ausência da linguagem verbal, mímica e gestual;
* Comportamentos repetitivos e estereotipados;
* Interesses restritos.

"Há também o comprometimento em três organizações estruturais do funcionamento mental-psíquico:

* As funções executivas;
* A Teoria da Mente;
* A Teoria da Coerência Central.

As funções executivas são as capacidades de avaliar uma situação ou cenário, planejar a melhor solução, executá-la e avaliar sua execução. O comprometimento é encontrado principalmente nos portadores de Transtorno de Déficit de Atenção. Já a Teoria da Mente é a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender intenções, mentiras e piadas, e responder a elas adequadamente. Por último, a Teoria da Coerência Central é a capacidade que as pessoas têm de, ao olhar um cenário, agregar todas as informações visuais num só contexto. "É como ver um mapa da região Norte do Brasil e ver o Rio Amazonas com seus afluentes. Alguém com o déficit, por exemplo, traria os afluentes sem o Rio Amazonas", explica o médico.

Causas: O autismo não causa outras doenças, mas outras doenças podem favorecer seu desencadeamento. Os fatores externos que causam o autismo são as doenças infecciosas da gravidez, como a rubéola, a sífilis e a toxoplasmose; as doenças infecciosas do cérebro, como a meningite; as lesões traumáticas; o uso de drogas pelos pais; além de doenças genéticas que cursam com retardo mental.

As estatísticas sobre a doença têm a prevalência de 1:150 a 250 da população. A incidência é de quatro a cinco homens para cada mulher, mas quando a doença se dá no sexo feminino é mais grave. O psiquiatra explica que em toda psiquiatria infantil as doenças acometem mais os meninos e, como regra geral, quando as meninas são acometidas, são por quadros mais graves. Essa proporção seria mais um indicativo das questões genéticas.


De acordo com o psiquiatra, o autista pode ficar curado do ponto de vista funcional, mas dificilmente vai ter uma reabilitação completa do ponto de vista técnico. "Aos olhos de um profissional da área o autista não pode ficar completamente reabilitado, mas do ponto de vista da população, sim.".

Inclusão Social e Escolar - Para ajudar os autistas, é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito de reabilitação: psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, escola, fisioterapia, musicoterapia etc. "Muitas pessoas relutam em levar a criança ao psiquiatra com medo de associação à loucura. Só com informações maciças essa idéia errônea pode ser modificada", opina Camargos.

Ele explica que o autismo é uma doença como o diabetes, a hipertensão e a epilepsia. "Uma criança autista diagnosticada e tratada aos 12 meses tem mais chances do que se diagnosticada e tratada aos 7 anos. Imagine uma criança diabética ao nascimento e só diagnosticada e tratada aos 7 anos? Estaria com problemas irreversíveis. O ideal é que essas crianças sejam encaminhadas a psiquiatras e neurologistas da área infantil".
 

Deputados e entidades querem proteção de pessoas com autismo


Deputados e representantes de organizações não governamentais pediram nesta segunda-feira a aprovação, pela Câmara, do Projeto de Lei 1631/11, do Senado, que cria uma política de proteção dos direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência. Atualmente, por não ser considerado deficiente, o autista não consegue ser atendido no sistema público de saúde.
A proposta, aprovada na quarta-feira (28) pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda depende de análise de outras duas comissões e do Plenário. O projeto foi lembrado em sessão solene que comemorou o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo (2 de abril).
“Vamos pedir a prevalência da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, que é a próxima a analisá-la, e também conversar com o presidente da Casa, para que tenhamos o projeto apreciado o mais rapidamente possível”, garantiu a deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão.
Transtorno
O autismo é um transtorno neurológico que afeta o indivíduo em três áreas: interação social, comunicação e imaginação. Não se conhecem exatamente suas causas, mas os sintomas costumam aparecer antes dos três anos de idade. O portador tem dificuldade em manter contato social, comunicar-se espontaneamente e realizar tarefas cotidianas. A linguagem é atrasada ou, nos casos mais graves, não se manifesta. O comportamento tende a ser repetitivo em áreas de interesse.
Estima-se que haja 2 milhões de autistas no Brasil, muitas vezes não diagnosticado.
A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que sugeriu a sessão, reclamou da falta de políticas públicas relacionadas ao problema. “Em nosso país não existe diagnóstico precoce na rede pública de saúde, a família não recebe apoio psicológico adequado”, observou a parlamentar, em mensagem lida no plenário. A consequência é que os autistas – em sua maioria pessoas do sexo masculino – são mantidos segregados por suas famílias, tendo mesmo recebido o apelido de “meninos do porão”.
Na opinião do deputado Policarpo (PT-DF), que relatou o PL 1631/11 na Comissão de Trabalho, o dia 2 de abril é importante para derrubar mitos que cercam o autismo, como o de que essas pessoas vivem em um mundo próprio, sem entender o que ocorre ao seu redor. “Ao assegurar direitos, o projeto de lei contribui para diminuir o preconceito. O tratamento precoce tem resultados promissores, e a inclusão escolar é fundamental para desenvolvimento das habilidades dos autistas”, observou o relator.
Centros de tratamento
Por sua vez, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) sugeriu que se aumente o orçamento destinado à saúde mental. No caso dos autistas, ressaltou, faltam investimentos em centros de tratamento com fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos, neurologistas, psiquiatras e nutricionistas.
Em mensagem lida na sessão pelo deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Marco Maia, destacou a importância do envolvimento do Parlamento na questão. “Democracia não é apenas a obediência às maiorias. A democracia talvez seja melhor descrita como o respeito às minorias”, disse.

O Prédio do Ministério da Saúde teve iluminação em azul



O Prédio do Ministério da Saúde teve iluminação em azul no período de 2 a 7 de abril deste ano por ocasião do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de Abril).

A Globo falando da Caminhada em Prol do Autismo

Confira a matéria televisionada no jornal da Globo sobre a caminhada em Prol do Autismo, realizada no dia 01 de abril de 2012 em São Paulo, partindo da Ponte Estaiada.

fonte: http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/bom-dia-sp/t/edicoes/v/caminhada-chama-atencao-para-a-falta-de-informacoes-sobre-o-autismo/1884527/

MPA na Reatech - dia 14/04/2012



REATECH 2012

Workshop X Painel de Debates:

SMPED e MPA em defesa dos direitos das Pessoas com Autismo


14/04/2012 - Sábado - das 10h00 às 13h00
 
Workshop X Painel de Debates: Movimento Pró Autista - Em defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo. Implementação de Políticas Públicas intersetoriais para o atendimento ao autismo no município de São Paulo.
“Ações do Movimento Pró Autista X Distribuição da Cartilha dos Direitos das
Pessoas com Autismo”
Palestrante: Ana Santos Souza Ruiz - Vice-Presidente da APADE - Assoc. de Pais e Amigos de Pessoas com Deficiência e Mãe militante do Movimento Pró Autista.

“Capacitação Profissional para atendimento ao Autismo”
Palestrante: Dr. Estevão Vadasz, médico psiquiatra, coordenador do Projeto Autismo no IPq/HCFMUSP; Colaborador do Movimento Pró Autista e da CPI de Acessibilidade na Câmara Municipal de São Paulo.

“Politicas Públicas de atendimento ao Autismo - Lei Municipal 15409/11”
Palestrante: Gilberto Natalini, vereador de São Paulo, Médico, Coordenador da CPI da Acessibilidade na Câmara Municipal de São Paulo – CMSP.

“Relatório de Autismo X Protocolo de Atendimento”
Palestrante: Regiane Nascimento, mãe militante do Movimento Pró Autista; Graduanda em Serviço Social.

Mediadora: Dra. Márcia Montez - SMPED

Local: Sala 5 - Piso térreo Convenções - Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5

Inscrições no ato e haverá certificado de participação

Coordenadoria de Projetos de Inclusão da Secretaria Municipal da PcD e Mobilizadade Reduzida de São Paulo


www.reatech.tmp.br
 

No mês do autismo Casa de David anuncia inauguração de Centro de Estudos e tratamento


A instituição filantrópica paulistana Casa de David , especializada no cuidado a pessoa com deficiência intelectual e física e ao autista inaugura em 2012 um Centro de Referência Nacional de Estudo e Atendimento a pessoa com Autismo.
Dados preliminares do Censo 2010 apontam que o número de pessoas com deficiência no Brasil é de 45 milhões, ou seja, quase 24% da população declararam possuir algum tipo de deficiência. Dentre estes, quase 3 milhões se declararam deficientes intelectuais. Entretanto o número pode ser ainda maior, já que não foram consideradas pelo IBGE patologias como perturbações, neurose, esquizofrenia e autismo. O Autismo – síndrome sem cura que afeta o desenvolvimento de atividades como interação social, comunicação e contato – segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) atinge 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Para contribuir com a disseminação de informação sobre o que vem a ser o autismo e seu tratamento, desde 2007 a ONU instaurou o dia 02 de abril como o Dia Mundial do Autismo.
No Brasil o número exato de portadores desta síndrome ainda é desconhecido, contudo estima-se que possa variar entre 2 e 3 milhões (números não oficiais). O principal problema encontrado pelo brasileiro está ligado ao diagnóstico tardio e falta de tratamento adequado, causados principalmente pela escassez de conscientização e informação da população sobre a patologia e de políticas publicas especificas para diagnosticar e tratar o paciente ainda na infância.

Casa de David: Seja um voluntário, faça sua parte!
Prestes a completar 50 anos, a Casa de David, uma das instituições filantrópicas pioneiras em assistência a crianças e adultos, pessoas com deficiência intelectual e física, pessoas com autismo, em sua maioria carentes e abandonados por seus familiares, anuncia no mês do autismo que inaugurará uma nova unidade especifica para o tratamento e estudo do autismo, no segundo semestre de 2012. Atualmente a sede, localizada em São Paulo , assiste em regime de internação 330 pessoas, sendo 30 autistas de grau elevado. A nova unidade, em construção na cidade de Atibaia com área total de 42.000 mts², atenderá inicialmente mais 60 pessoas com autismo, pretendendo chegar a 90 e será chamada de Centro de Referência Nacional de Estudo e Atendimento ao portador de Autismo. Os 90 pacientes serão instalados em residências terapêuticas e atendidos por equipe multidisciplinar especializada (médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e professores de educação física). O projeto estrutural, que é monitorado por engenheiros e arquitetos voluntários, ainda contempla a construção de piscinas terapêuticas, quadra poliesportiva e anfiteatro.
Segundo a coordenadora de Relações Institucionais da instituição Dra. Cleize Bellotto, apesar de as inscrições não estarem abertas, a nova unidade já possui uma alta demanda de pedidos para internação. Entretanto o término da construção depende principalmente de doações de materiais de acabamento como pisos, tintas, louças sanitárias, torneiras, etc e para isso conta com a ajuda da população e de empresários interessados em contribuir com a causa. Ela ainda ressalta que a instituição também pretende desenvolver atendimentos ambulatoriais, capazes de diagnosticar precocemente a síndrome, além de tratar os casos mais leves, sem necessidade de internação. “Nosso maior desafio é conseguir proporcionar qualidade e expectativa de vida aos nossos assistidos. Trabalhar suas estereotipias, fazer com que eles se comuniquem e que se desenvolvam como indivíduos sociais são as nossas motivações” finaliza.
A Casa de David em São Paulo está localizada na Rodovia Fernão Dias, Km 82 (sentido Belo Horizonte- MG). Telefone (11) 2453-6600 e site www.casadedavid.org.br.

O inglês Kyle Coleman, 25 anos, conseguia falar apenas três palavras quando foi descoberto em uma aula de musicoterapia em 2009

Jovem autista canta perfeitamente e está prestes a gravar um CD

Diagnosticado com autismo aos 3 anos, o garoto inglês Kyle Coleman conseguia falar apenas três palavras. Em 2009, por acaso, sua mãe Caroline levou seu filho a uma aula de musicoterapia.

Diante do entusiasmo, a musicoterapeuta Carine Kelley passou a ir à casa do garoto duas vezes por semana. Ela descobriu que a música é uma forma instintiva de Kyle expressar suas emoções.

“Ficou claro imediatamente que ele tinha uma afinidade natural com elementos musicais e poderia recriar suas canções favoritas no teclado sem o conhecimento prévio”, disse a especialista.

Quando o garoto, que não falava até os 20 anos, canta, sua expressão ganha vida e ele se sente confiante. Ao perceber que seu filho tinha um dom, sua mãe levou-o a um estúdio de gravação para ver como ele se comportava. Sem se incomodar com a nova experiência, Kyle gravou sua canção favorita.

O proprietário do estúdio ficou tão impressionado com a capacidade dele que sugeriu a Caroline a gravação do CD como uma forma de arrecadar fundos para o tratamento do filho. Agora, 18 meses depois, Kyle está se preparando para a estreia, que será em abril.

“Nunca houve um álbum gravado por um jovem autista com linguagem limitada. O pai de Kyle era músico e morreu, de repente, há 2 anos em um acidente de moto. Acho que essa sua capacidade vem do seu pai”, disse à mãe ao jornal britânico Daily Mail.

Kyle gravou nove covers, entre eles músicas de Robbie Williams. Mas há uma música muito especial, que foi escrita especialmente para ele e fala sobre autismo. O CD está sendo apoiado pela Sociedade Nacional de Autismo e será lançado em 2 de abril, no Dia Mundial do Autismo. Todo o dinheiro arrecadado vai para instituições de caridade. O CD poderá ser comprado diretamente em www.kylecoleman.co.uk

Dia Mundial da Consciência do Autismo no mundo

A Autism Speaks comemorou o Dia Mundial da Consciência do autismo em 2 de abril e Light It Up Blue ajudando a brilhar uma luz sobre o autismo.

Light It Up Blue, em seu terceiro ano, é uma iniciativa global única para ajudar a aumentar a conscientização sobre a preocupação crescente de saúde pública que é o autismo. Marcos icônicos ao redor do mundo Light It Up Blue para mostrar seu apoio.

Confiram no link abaixo vários lugares que foram iluminados de azul ao redor do mundo.

fonte: http://www.lightitupblue.org/Markslist/home.do?utm_source=internal_link&utm_medium=banner_bottom&utm_campaign=2012liub

Aconteceu em São Paulo na semana do Autismo


SP - SÃO PAULO

ponte-estaiada-sp

Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Arco do Anhangabaú/Viaduto do Chá, Assembleia Legislativa Estadual e FIESP ficaram iluminados de azul na semana de 1 e 2/abril - Organização: Autismo & Realidade

* Foi realizada a  Caminhada em prol do Autismo no domingo 1/abril, às 8h00, partindo da Ponte Estaiada (gratuito, quem pode fez uma doação espontânea) - Organização e realização: Autismo & Realidade


* Lançamento da terceira edição da Revista Autismo em evento no Parque do Trote (Vila Guilherme), com atendimento odontológico com triagem e encaminhamento gratuito para autistas, brinquedos infláveis, palhaços e passeio a cavaldo, dia 31/março, de 8h00 a 12h00 - Realização: Instituto Lumi e Revista Autismo
 




* Campanha Nacional pela Assistência e pelos Direitos da Pessoa com Autismo, 6 e 7/abril, no auditório do Hospital Cruz Azul - Realização: AMA-SP - Apoio: Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, SNPDP



A globo contribuiu na divulgação

Dia Mundial de Conscientização do Autismo 2012




fonte: http://www.youtube.com/watch?v=NSz3Z_0IV-Y

Casos de autismo crescem 78% em oito anos nos EUA


Agora, afirma levantamento do governo, o transtorno mental afeta 1 em cada 88 crianças, a maioria meninos
Alguns especialistas atribuem aumento a diagnóstico melhor e mais precoce; problema ainda exige mais estudo
Bebeto Matthews/Associated Press
Chris Astacio com a filha Cristina, 2, que tem autismo
Chris Astacio com a filha Cristina, 2, que tem autismo

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE “SAÚDE”
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE “CIÊNCIA E SAÚDE”

Novos dados divulgados pelos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) indicam o que, à primeira vista, parece um aumento preocupante dos casos americanos de autismo -problema mental que pode atrapalhar de forma severa as interações sociais e o desenvolvimento da linguagem.
O transtorno, que afetava 1 em 150 crianças americanas no ano 2000, passou a acometer 1 em 88 crianças em 2008, último ano para o qual existem dados consolidados. O grande problema, no entanto, é saber o que esses números significam.
Em primeiro lugar, eles são uma estimativa, obtida a partir de dados recolhidos por uma rede de monitoramento do autismo que atua em 14 dos 50 Estados americanos. São, portanto, uma extrapolação, não um censo de todas as crianças americanas que têm o problema.
Também é difícil saber se o problema está aumentando de fato ou se médicos e pais apenas melhoraram sua capacidade de detectá-lo.
Em entrevista à rede CNN, Mark Roithmayr, que preside a ONG Autism Speaks, diz que os números são resultado de "diagnósticos melhores, mais amplos [que consideram mais pessoas como autistas] e uns 50% que nós não sabemos como explicar".
Já para Estevão Vadasz, coordenador do Programa Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, o número recém-divulgado não inspira muita confiança.
SEM RAZÃO
"Não há razão para aumento da prevalência. Agora estamos mais aparelhados para fazer diagnóstico e as famílias estão mais informadas, correm atrás", diz ele.
Mesmo que a explosão de casos seja real, o difícil é explicar o porquê dela. Com exceção dos fatores genéticos, que parecem ser muito importantes, não há relação clara entre variáveis ambientais e autismo.
A hipótese de que certas vacinas poderiam aumentar o risco de desenvolver o problema foi desacreditada, como outras ideias do tipo.
Outra dificuldade em estimar números é que o autismo não é uma doença com manifestação uniforme, mas o que se costuma chamar de "espectro do autismo".
Cabe dentro desse espectro uma variedade enorme de condições, que vão do retardo mental severo e incapacidade quase completa de se comunicar a casos de pessoas com inteligência e fala normais -as quais, no entanto, não conseguem decifrar as emoções dos outros nem se relacionar normalmente.
Entre esses casos mais leves estão as pessoas com a chamada síndrome de Asperger, que já estão deixando de ser classificadas dentro do espectro do autismo.
A próxima edição do DSM, "Bíblia" internacional dos transtornos mentais, vai excluir alguns transtornos do espectro, diz Vadasz.
"Sou contra essa mudança. Estão simplificando e excluindo do diagnóstico portadores de transtorno que são muito hábeis e inteligentes. Por mais bem-sucedidos que eles sejam, precisam de supervisão constante. E vão perder benefícios", afirma ele.

fontehttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/34181-casos-de-autismo-crescem-78-em-oito-anos-nos-eua.shtml

III Seminário Paulista sobre os Transtornos do Espectro do Autismo


30 e 31 de março de 2012



O Movimento Pró-Autista, a Defensoria Pública de SP e o Programa de Pós-Graduação em Transtornos do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, realizaram nos dias 30 e 31/03 o III Seminário Paulista sobre os Transtornos do Espectro do Autismo. O evento antecedeu a comemoração ao " Dia Mundial de Conscientização do Autismo" ( 02 de Abril).

Durante os dois dias, médicos, especialistas, gestores de políticas públicas e familiares de pessoas com autismo discutiram os direitos das pessoas com autismo, em especial sobre o enfoque da inclusão educacional, tratamento de saúde adequado, políticas públicas e pesquisas cientificas, além de outros aspectos sobre o cenário atual no Brasil e suas perspectivas.

De acordo com levantamento realizado pelo CDC (sigla em inglês para Centers of Diseases Control and Prevention), órgão de controle de doenças do governo dos Estados Unidos, a cada 110 crianças, uma é diagnosticada com autismo. Segundo dados da ONU, há no mundo todo mais de 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, uma pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) aponta haver quase 2 milhões de pessoas autistas no País.


Cartilha:  “Direitos das Pessoas com Autismo”

Em março de 2011, a Defensoria Pública de SP lançou a cartilha “Direitos das Pessoas com Autismo”. O material foi elaborado em parceria com representantes do Movimento Pró-Autista, composto por familiares de pessoas com autismo e profissionais que atuam na área.

Além de informações sobre direitos, a cartilha fornece também orientações sobre a rede de atendimento especializada no acompanhamento e tratamento de pessoas com essa condição. A cartilha também está disponível na internet – clique aqui para acessar.

Atuação da Defensoria Pública na área

A Defensoria Pública de São Paulo tem atuado na defesa das pessoas com autismo e seus familiares. Desde 2010 foram abertos mais de 150 novos procedimentos, que originaram medidas administrativas e judiciais por violação aos direitos a saúde e educação das pessoas com autismo. Os pedidos são feitos com base em uma decisão coletiva definitiva proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em 2006, após ação civil pública do Ministério Público.  Ao longo do último ano, a Defensoria Pública promoveu 6 visitas a locais que atendem pessoas com autismo na Capital e participou de audiências públicas na Câmara Municipal de São Paulo a fim de implementar políticas públicas.

 “Depois da sentença da ação coletiva em 2006, aconteceram alguns avanços na área estadual e municipal, porém a rede pública escolar e de saúde ainda não está totalmente preparada para atender as pessoas com autismo, ainda precisamos de políticas públicas específicas a fim de garantir de forma efetiva o atendimento adequado”, afirma a Defensora Pública Renata Tibyriça, que atua na área.


Local do evento:

Auditório Ruy Barbosa da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Rua Itambé, 135 (esquina Rua Maria Antonia) - Higienópolis - São Paulo - SP


Organização:

Escola da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (EDEPE)

Movimento Pró-Autista – São Paulo

Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie


Apoio:

Universidade Presbiteriana Mackenzie




PROGRAMAÇÃO
30 de março (sexta -feira)

16h Credenciamento e Café de recepção
18h Abertura
- Autoridades convidadas:
Defensora Pública-Geral do Estado de São Paulo
Reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Coordenador do Programa de Pós Graduação da Universidade Mackenzie
Secretário de Estado da Saúde
Secretário Municipal da Saúde
Secretário de Estado da Educação
Secretário Municipal da Educação
Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida


Módulo I - Cenário Atual no Brasil e Perspectivas

19h
Palestra: Transtornos do Espectro
do Autismo: Cenário Atual no Brasil
JOSÉ SALOMÃO SCHWARTZMAN -
Professor titular no programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Diretor Científico e Médico da Associação Brasileira da Síndrome de Rett de São Paulo.

20h
Palestra: Transtorno do Espectro do Autismo: um
modelo para assistência, ensino e pesquisa
DECIO BRUNONI -

Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professor Associado do Departamento de Morfologia e Genética da Universidade Federal de São Paulo.
21h Término das atividades do dia



31 de março (Sábado)


Módulo II - Educação e Saúde
8h30 Painel: Educação e Transtorno do Espectro do Autismo
Inclusão Escolar de crianças, adolescentes e adultos com Transtornos do Espectro do Autismo
ANTONIO CELSO DE NORONHA GOYOS -
Professor Associado do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR. Chair of Sao Paulo School for Advanced Science: Autism Organizing Committee.


Edital de Credenciamento da Secretaria de Estado da Educação
GLENDA AREF SALAMAH DE MELLO -
Psicóloga e Mestre em Psicologia. Técnica do Núcleo de Apoio Especializado – CAPE/SEE. Membro da Comissão Técnica para análise de documentação de credenciamento.

QUEILA MEDEIROS VEIGA - Pedagoga com Pós Graduação em educação especial Técnica do Núcleo de Apoio Especializado – CAPE/SEE. Membro da Comissão Técnica para análise de documentação de credenciamento.


A inclusão nas escolas da Prefeitura do Município de São Paulo
SILVANA LUCENA DOS SANTOS DRAGO -
Diretora Assessora Técnica responsável pela Diretoria de Orientação Técnica de Educação Especial (DOT-EE) da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

LUCI TORELI SALATINO - Assistente Técnico Educacionalda Diretoria de Orientação Técnica de Educação Especial (DOT-EE).
Presidente da Mesa: JOSÉ SALOMÃO SCHWARTZMAN
Secretária da Mesa: MARIA ELOISA FAMÁ D’ANTINO
10h30 Intervalo


10h45 Painel:
Saúde e Transtorno do Espectro do Autismo
A importância do diagnóstico e intervenção precoce nos transtornos do espectro do autismo e o atendimento em saúde de adultos com transtornos do espectro do autismo
DANIELA BORDINI
Psiquiatra infantil e Coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UNIFESP.

O Atendimento de crianças, adolescentes e adultos com autismo pelos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS)
SONIA MARIA MOTTA PALMA -
Assessora Técnica da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Conselheira da Assoc. Bras. de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos e Docente Especialista da Universidade de Santo Amaro.


O projeto de Centros de Referência em Autismo da Secretaria de Estado da Saúde
ESTEVÃO VADASZ -
Ex-Professor Instrutor Chefe do Setor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo. Atual Coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista (PROTEA) do IPQ-HC-FMUSP.
Presidente da Mesa: DECIO BRUNONI
Secretária da Mesa: CRISTIANE SILVESTRE DE PAULA
12h45 Almoço


Módulo III - Políticas Públicas e Pesquisas Científicas
14h Painel: Políticas Públicas e Transtorno do Espectro do Autismo
Políticas Públicas para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais
MARCOS JOSÉ DA SILVEIRA MAZZOTTA -
Professor titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Membro-fundador do LIDE - Laboratório de Estudos sobre Deficiências - Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.


A experiência do Ministério Público na efetivação de políticas públicas para pessoas com autismo
LUIZ ROBERTO CICOGNA FAGGIONI -
3.º Promotor de Justiça da Saúde Pública. Mestre e Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).


A experiência da Defensoria Pública na efetivação de políticas públicas para pessoas com autismo
RENATA FLORES TIBYRIÇÁ -
Defensora Pública Coordenadora da Unidade da Fazenda Pública da Capital. Especialista em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Presidente da Mesa:
LUIZ CARLOS BOSIO - Assessor Especial da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Secretária da Mesa: ANA SANTOS SOUZA RUIZ - Representante do Movimento Pró-Autista.
16h Intervalo

16h15
Painel: Pesquisas em Transtorno do Espectro do Autismo
Pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas sobre os Transtornos do Espectro do Autismo
HELENA BRENTANI -
Professora doutora do departamento
de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).


Pesquisa desenvolvida pela Universidade Presbiteriana Mackenzie sobre os Transtornos do Espectro do Autismo
MARIA ELOISA FAMÁ D’ANTINO -
Professora Titular do Curso de Pós- Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo sobre os Transtornos do Espectro do Autismo
CRISTIANE SILVESTRE DE PAULA -
Professora Adjunta do programa de pós graduação em distúrbios do desenvolvimento do Mackenzie e Pesquisador do Depto de Psiquiatria da UNIFESP.

Presidente da Mesa:
MARIA CRISTINA TRIGUERO VELOZ TEIXEIRA
Secretária da Mesa: ROBERTA MONTERAZZO CYSNEIROS
18h15 Encerramento