"Em defesa dos direitos das pessoas com autismo"

sexta-feira, 18 de maio de 2012

SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA AS PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO.


Com objetivo de conscientizar sobre os direitos das pessoas com autismo, entre eles o direito a Educação Inclusiva para o seu desenvolvimento psico-intelecto-social, que o Movimento Pró Autista em parceria com o Gabinete do Vereador Professor Cláudio Fonseca, promoveu no dia 14 de Maio, no auditório da Câmara Municipal de São Paulo, o Seminário Educação para as Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo.


O Seminário despertou a importância pelo conhecimento do Espectro do Autismo, a adaptação dos locais públicos para a acessibilidade deste público, capacitando familiares, profissionais e sociedade em geral de como lidar com as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo.

2º Encontro Técnico de Tecnologia Cidadã em Guarulhos

Será realizado no dia 18 de maio das 08h às 18h no Teatro Adamastor – Centro, Av. Monteiro Lobato, 734 – Macedo, pela Prefeitura de Guarulhos.

Em sua segunda edição, o Encontro Técnico é feito para apresentar aos gestores públicos e à sociedade os projetos de informática e telecomunicações implantados no ultimo ano, bem como receber e compartilhar experiências em Tecnologia Cidadã, que são tecnologias que propiciam a melhoria da qualidade de vida, inclusão e oportunidades há todos.

Participam do evento prefeituras, órgãos federais, instituições acadêmicas e movimentos e entidades ligados à informática e a inclusão digital.

O Encontro também é um espaço para que os agentes que mais se destacaram nestes projetos recebam o merecido reconhecimento.

Durante o encontro Técnico, será apresentada a distribuição GUARUX que é um computador 100% desenvolvido com diversas funcionalidades Educacionais e Profissionais com aplicativos para Cegos, Sindrome de Down, Autismo e Tetraplagia e Lançado oJogo TDGRUX que é desenvolvido para criancas autistas. Ambos foram desenvolvidos por Profissionais oriundos do Projeto de Inclusão Digital da Prefeitura de Guarulhos - TELECIDADANIA.

Teremos também a terceira edição do Bate Papo de Inclusão Digital. Ele destina-se a ser um espaço para compartilhamento de informações e ampliação das relações entre o poder público, a sociedade civil, o mundo acadêmico, grupos e organizações que trabalham com temas relacionados a cidadania aliada à tecnologia.

O público alvo do evento são gestores públicos, estudantes da área de tecnologia da informação, membros de organizações civis e todos aqueles que se interessem pelo tema.

A entrada é livre e franca.

Neste evento o público é incentivado a dar sua opinião sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na área de tecnologia pela Prefeitura e contribuir com sugestões e idéias.

Busca-se um maior envolvimento e feedback dos cidadãos usuários dos serviços oferecidos pelo poder público através das diversas soluções tecnológicas e a manutenção de um canal de comunicação com estes usuários.

Tecnologia voltada as pessoas, este é o grande desafio das administrações publicas!

Devemos buscar sempre disponibilizar serviços com rapidez e atingir todos os cantos das cidades levando informação de forma transparente e segura.

Divulgue e Compareça.

Maiores Informações pelo link:


Acompanhe o evento ao vivo pela internet em:




Programação do Evento:

08:00 – Recepção.

08:30 – Atividade Cultural.

09:00 – Mesa Solene de Abertura e Mesa de Honra

10:00 – Premiação do Programa Tecnologia Cidadã

10:30 – Desafios do Poder Público para prover atendimento, garantindo que haja apropriação pública dos espaços, estruturas e sistemas.

11:15 – Apresentação da 3ª Geração do Guarux com Aplicativos para Crianças com Down, Autismo e Tetraplégicos.

11:30 – Inicio do 3º Bate Papo de Inclusão Digital.

13:00 – Apresentação de Experiências de Sucesso: Experiências Municipais nas Áreas de Datacenter, Redes de Computadores, Telefonia, Georeferenciamento de Dados, Desenvolvimento de Aplicativos. Venha conhecer mais de 15 experiências de Sucesso Virtualização de Ambientes, Prestação de Serviços Online, Indicadores Territorializados.

16:00 – Palestra Magna.

17:30 – Cerimônia de premiação de Projetos 2011/2012

18:00 – Atividade Cultural

domingo, 6 de maio de 2012

23,9% dos brasileiros declaram ter alguma deficiência, diz IBGE

27/04/2012

Instituto fez análises com base nos dados do Censo Demográfico 2010.
Migração, nupcialidade, fecundidade também estão no levantamento.

Do G1, em São Paulo
Mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência, segundo dados do Censo Demográfico 2010, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 23,9% da população do país. A deficiência visual foi a que mais apareceu entre as respostas dos entrevistados e chegou a 35,7 milhões de pessoas. Pelo estudo, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar, mesmo com óculos ou lentes de contato.
No recorte da pesquisa divulgado nesta sexta, o IBGE também analisou dados sobre imigração e migração, nupcialidade, fecundidade e mortalidade infantil, educação, trabalho, rendimento, tipos de domicílios e deslocamento.
saiba mais

O Censo Demográfico 2010 pesquisou as deficiências visual, auditiva, mental e motora e seus graus de severidade, o que permitiu conhecer a parcela da população que é incluída nas políticas públicas específicas. A metodologia considerou os graus de severidade de deficiências das pessoas que responderam “sim, grande dificuldade” ou “sim, não consegue de modo algum”.
Entre as pessoas que declararam ter deficiência visual, mais de 6,5 milhões disseram ter a dificuldade de forma severa e 6 milhões afirmaram que tinham dificuldade de enxergar. Mais de 506 mil informaram serem cegas.
A deficiência motora apareceu como a segunda mais relatada pela população: mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos brasileiros. A deficiência motora severa foi declarada por mais de 4,4 milhões de pessoas. Destas, mais de 734,4 mil disseram não conseguir caminhar ou subir escadas de modo algum e mais de 3,6 milhões informaram ter grande dificuldade de locomoção.
Cerca de 9,7 milhões declaram ter deficiência auditiva (5,1%). A deficiência auditiva severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir.
A deficiência mental ou intelectual foi declarada por mais de 2,6 milhões de brasileiros.
Gráfico pesquisa IBGE  (Foto: Editoria de Arte/G1)
Distribuição no país e gravidade
O maior percentual de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas está no Nordeste do país, com cerca de 26,6% da população. No Sul e no Centro-Oeste foi registrado o menor percentual (22,5% em cada).
O Censo mostra que a população do Nordeste aparece no topo do ranking de todas as deficiências investigadas. O IBGE diz que 21,2% da população nordestina tem deficiência visual; 5,8%, deficiência auditiva; 7,8% tem deficiência motora e 1,6% tem deficiência mental ou intelectual.
No Sul do país foi registrado o menor percentual de deficiência visual, com 16,9%. No Centro-Oeste, 4,5% das pessoas disseram ter deficiência auditiva; 5,8% relataram deficiência motora. As regiões Norte e Centro-Oeste dividem o menor percentual de pessoas com deficiência mental ou intelectual (1,2%).
O IBGE também analisou as deficiências de acordo com o grau de severidade. No Nordeste, 4,1% das pessoas disseram ter deficiência visual severa, outros 2,6% disseram ter deficiciência motora severa e 1,2% das pessoas disseram ter deficiência auditiva severa. No Sul, 1,2% dos entrevistados também disseram ter deficiência auditiva severa.

fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/04/239-dos-brasileiros-declaram-ter-alguma-deficiencia-diz-ibge.html

4o. Mutirão em Osasco

domingo, 22 de abril de 2012

Feijoada Beneficente no CIAAG em Guarulhos

Prazo final: 30/04/2012




De acordo com as pesquisas mais recentes, pode-se estimar que 1 milhão de brasileiros possuem algum transtorno relacionado ao autismo.



No entanto, não se sabe quantas destas pessoas estão sendo atendidas, quantos atendimentos são realizados e quem paga por estes atendimentos.


Sua colaboração é fundamental para que estas janelas sejam abertas.


Faça o download do questionário no site www.ama.org.br, preencha-o e envie-o para o e-mail campanha@ama.org.br.



Todas estas informações serão enviadas ao Ministério da Saúde para elaboração de políticas públicas para as pessoas com autismo no Brasil.

Fórum em São Leopoldo/RS

Fórum: "Os direitos das pessoas com autismo - quais são e como buscar sua efetivação”





No fim de semana de 14 e 15 de abril de 2012, São Leopoldo/RS foi palco do Fórum “Os direitos das pessoas com autismo: quais são e como buscar sua efetivação”, evento que alcançou significativa relevância em prol da causa das pessoas com autismo e suas famílias. O Fórum contou com 212 participantes procedentes de 22 municípios, na sua grande maioria familiares de pessoas com autismo, que entraram em frutífero diálogo com palestrantes, moderadores e painelistas. Entre estes, figuraram expoentes de projeção nacional, com vasto saber e experiência na luta pela efetivação dos direitos das pessoas com deficiência.

O Fórum iniciou com uma palestra – por todos os juristas presentes classificada como brilhante – de Alexandre José da Silva, Assistente de Promotoria de Justiça de São Leopoldo/RS, sobre “Direito, cidadania e pessoas com deficiência”. Este também é o título do Volume 3 da série Cadernos Pandorga de Autismo (72 páginas), distribuído gratuitamente aos participantes, juntamente com o Volume 4 da mesma série e do mesmo autor, intitulado “Os direitos das pessoas com deficiência – ênfase em autismo: uma tabela de direitos, textos legais e casos de jurisprudência” (56 páginas).

Ainda na primeira manhã do evento, os participantes assistiram ao vídeo “Um dossiê sobre o autismo no Rio Grande do Sul – abril de 2012. O abismo entre os direitos assegurados em lei e a realidade das pessoas com autismo e de suas famílias”. O vídeo, com 85 minutos de duração, reuniu depoimentos de 48 familiares de pessoas com autismo, que relatam experiências vividas em 14 municípios gaúchos. Esta coletânea de depoimentos causou forte impacto, indignação e revolta, ao expor que o Poder Público, em todos os níveis e esferas, descumpre sua obrigação de assegurar a efetivação dos direitos mais elementares das pessoas com autismo, em todas as áreas: educação, saúde e as diversas dimensões da assistência social. Esse descumprimento revelou-se generalizado e sistemático. Os painelistas de outros estados da União manifestaram-se surpresos com o fato de o Rio Grande do Sul, um Estado com tão favoráveis condições sócio-econômicas no âmbito do contexto nacional, executar tamanha agressão aos direitos humanos como a que se evidenciou nos depoimentos. Acentuaram, também, os mesmos painelistas, que a realidade escancarada pelos depoimentos dos familiares gaúchos é, sem dúvida, a mesma em todos os estados da Federação, e até pior em certas regiões.

A realidade desvelada mostrou-se ainda mais preocupante, ante a evidência do vasto desinteresse das autoridades federais, estaduais e municipais, de providenciar capacitação adequada para habilitar profissionais da educação, da saúde e da assistência social para atenderem pessoas com autismo.

Atuaram como moderadora e moderadores do evento a Procuradora de Justiça, Dra. Maria Regina Fay de Azambuja, o Juiz de Direito e Professor Dr. Ingo Sarlet, e o Secretário Executivo da Fundação Luterana de Diaconia, Dr. Carlos Bock.

Às e aos painelistas fora dada a incumbência de reagir ao vídeo de depoimentos, oferecendo às famílias de pessoas com autismo sugestões e orientações visando à busca pela efetivação dos seus direitos. Os familiares presentes sentiram-se imensamente respeitados, ao perceberem que as e os painelistas, sem exceção, estudaram criteriosamente o texto dos depoimentos (que lhes fora enviado com antecedência) e se esmeraram ao extremo por oferecer sugestão de atitudes e ações. Produziu-se, a partir daí, um intenso clima de compreensão, solidariedade, confiança, apoio e afeto entre todas as partes, que foi a nota dominante do Fórum.

Como painelistas atuaram:

Painel I: Marisa Furia Silva (São Paulo), mãe de uma pessoa adulta com autismo e Presidente da Associação Brasileira de Autismo – ABRA e o sociólogo Santos Fagundes, assessor do Senador Paulo Paim;

Painel II: a Promotora de Justiça, Dra. Mara Cristiane Job Beck Pedro e o Desembargador Dr. Francesco Conti (ambos do Rio Grande do Sul);

Painel III: as defensoras públicas Dra. Patrícia Magno (Rio de Janeiro) e Dra. Renata Flores Tibyriçá (São Paulo);

Painel IV: Berenice Piana de Piana, mãe de um jovem com autismo e Presidente da Associação em Defesa do Autista – ADEFA (Rio de Janeiro) e o destacado ativista Ulisses Costa, pai de um jovem com autismo (Rio de Janeiro).

Por ocasião do Painel I foi projetada uma mensagem do Senador Paulo Paim, gravada em vídeo, aos participantes do Fórum. Em seguida foi lido – e muito aplaudido – o pronunciamento do Senador no plenário do Senado, em 2 de abril, dia instituído pela ONU como Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. Os familiares presentes ao Fórum sentiram-se profundamente tocados e respeitados, ao perceberem que o Senador Paim reproduziu o texto de amplas partes dos depoimentos gravados no vídeo “Um dossiê sobre o autismo no Rio Grande do Sul”, no seu pronunciamento, colocando-se, assim, espontaneamente no papel de porta-voz dos seus anseios diante de uma das mais importantes plateias do País.

A última tarde do evento foi de articulação, encaminhamentos e conclusões. Destacamos algumas manifestações que indicam a tendência geral do público presente:

A convicção unânime de que “temos que nos unir para conseguir o que queremos”.
O estímulo à formação de associações de pais nas diversas regiões e, na
sequência, de coligações maiores em níveis estadual e nacional.
O amplo apoio à formação de uma confederação nacional de associações.

  • As recomendações às associações:
  1. oferecer esclarecimentos sobre autismo às autoridades municipais;
  2. atuar junto aos conselhos municipais competentes;
  3. atuar junto ao Orçamento Participativo;
  4. oferecer esclarecimentos e orientação às escolas;
  5. oferecer orientação e prestar apoio específico às famílias de pessoas
    com autismo;
  6. equipar-se com um corpo jurídico para dar suporte às suas demandas
    mais complexas;
  7. buscar a ação coletiva para conquistas a longo prazo (políticas públicas,
    leis); para questões imediatas, a ação individual pode ser mais eficiente;
    na busca de soluções, atuar preferencialmente pela via política; manter
    acompanhamento e fiscalização por parte das famílias e associações.

  • Sobre o vídeo de depoimentos:
  1. Levá-lo ao conhecimento de todas as autoridades (Executivo,
  2. Legislativo e Judiciário), em todos os âmbitos (municipal, estadual e federal);
  3. divulgá-lo, em segmentos, no You Tube.
  • Compromisso de lutar em conjunto:
  1. pela efetivação das demandas por diagnóstico precoce e tratamento
    adequado;
  2. por cursos de capacitação em autismo, fornecidos ou bancados pelo
    Estado, para profissionais das áreas da educação, saúde e assistência social;
  3. pelas casas lares;
  4. pela desburocratização do fornecimento gratuito de medicamentos;
  5. para que a realidade do autismo seja incluída na formação escolar em todos os
    níveis.
  6. Buscar a atuação de lobistas em Brasília, comprometidos com a causa do autismo.

A frase mais citada e repetida no Fórum, por familiares e painelistas, foi a manifestação de Alexandre Auler (Erechim/RS): “O Poder Público fala para nós que não tem verba. Quando eu tenho que pagar imposto, não interessa se não tem verba, tem que pagar. Então, onde estão os direitos que nós temos?”

A organização do Fórum foi assumida pela Associação Pandorga, de São Leopoldo/RS com apoio e participação das seguintes associações co-irmãs:

  1. Associação Aquarela Pró-Autista (Erechim/RS),
  2. Associação de Amigos, Mães, Pais de Autistas e Relacionados Com Enfoque Holístico – AMPARHO (Pelotas/RS),
  3. Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Vale do Sinos – AMA/VS (Vale do Sinos/RS),
  4. Associação de Pais e Amigos do Autista de Santa Maria – QUIRÓN (Santa Maria/RS),
  5. Associação dos Pais do Centro Especializado em Atendimento Multidisciplinar e Educacional (Rio Grande/RS)
  6. Associação Gota D´Água (Bento Gonçalves/RS).

Estas 7 associações estão congregadas desde outubro de 2011 num movimento denominado Rede Gaúcha Pró-Autismo.

Importante decisão foi tomada, no encerramento do Fórum, a respeito da campanha de assinaturas pela aprovação imediata do Estatuto da Pessoa com Deficiência na Câmara Federal, iniciada em 8 de outubro de 2011 e realizada com forte apoio e envolvimento das associações ligadas à Rede Gaúcha de Autismo. Até a data do Fórum, quase 18 mil assinaturas tinham sido recolhidas, em todo o País. Ficou decidido que se procederá de imediato ao encerramento da campanha.

Simultaneamente buscar-se-á a adesão de outras associações de pais e amigos de pessoas com autismo, de todo o Brasil. Essa adesão se dará pelo encaminhamento de ofícios de apoio, a serem entregues ao Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Marco Maia, juntamente com as assinaturas recolhidas pela Rede Gaúcha Pró-Autismo, se possível ainda no mês de abril.

A ideia desta busca de adesão foi gestada juntamente com Berenice Piana de Piana, Presidente da ADEFA, e ganhou o apoio imediato de Marisa Furia Silva, Presidente da ABRA.

Dando continuidade ao Fórum, o grupo gestor da Rede Gaúcha Pró-Autismo reunir-se-á em 26 de maio próximo em São Leopoldo/RS para encaminhar ações conjuntas decorrentes do Fórum. Outros familiares e associações, ainda não vinculados à Rede, foram convidados e asseguraram sua presença na reunião de 26 de maio, para, desta forma, ajudar a ampliar significativamente a força do movimento.

Outras famílias e associações, também de outros Estados, estão cordialmente convidadas a comparecer à reunião do dia 26 de maio, na busca por dignidade e melhor qualidade de vida para as pessoas com autismo e suas famílias. Solicita-se que, se possível, anunciem sua participação pelo e-mail pandorga.formacao@terra.com.br ou pelo telefone (51) 3037 6005, a fim de que possa ser providenciado o espaço adequado para este encontro.
Nelson Kirst
Coordenador do Fórum
 
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A U T I S M O INTRODUÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

05 de maio de 2012 (sábado: 14:00 hs à 17:30hs )
ENTRADA FRANCA

Local: Auditório da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo R. Fagundes, 121 – 5º andar Liberdade – São Paulo

Inscrição pelo tel.: (11) 2633-2356 ou pipa@hospitalnipo.org.br

14:00 Credenciamento
14:30 Taikô crianças do PIPA
14:45 Palestra: Parte 1
15:45 Intervalo 16:00 Palestra:
Parte 2 17:00
Sessão de perguntas 17:30
Encerramento

PALESTRA:
Parte 1 - A Terapia de Vida Diária no auxílio para introdução no mercado de trabalho. Parte 2 - A situação do mercado de trabalho e da profissionalização dos deficientes no Japão.

TERAPIA DE VIDA DIÁRIA - TVD O Objetivo da TVD é estimular cada criança, adolescente ou adulto portador de autismo a desenvolver habilidade que favoreçam sua independência na vida, o desenvolvimento motor, cognitivo, a linguagem, o aspecto emocional e social. Proporcionar as pessoas portadoras de autismo a sua inclusão social, uma vida digna com saúde, trabalho e lazer.

PROFESSOR MASAO TAIRA (UNIVERSIDADE SEISA DO JAPÃO – ESPECIALISTA EM AUTISMO)

Membro do Comitê de Certificação e subgerente do Departamento de Estudos e Pesquisas da Academia Japonesa do Espectro da Síndrome Autista.

• Membro da Comissão de Auxílio Especial à Educação do Distrito de Tokyo.

• Vice-Presidente de uma ONG que estuda os Distúrbios do Desenvolvimento. Esta ONG administra a GRACE que é um órgão destinado a tratamento de crianças portadoras de autismo que atualmente possui 100 (cem) usuários.

• Diretor da Entidade de Assistência Social "TOPOS-NO-KAI" e Gerente de uma de suas unidades, "WHITH YOU", uma Casa voltada para a Introdução de crianças e adultos portadores de autismo no Mercado de Trabalho por meio de treinamento profissional, que conta, atualmente, com 40 (quarenta) assistidos.

• Participação na fundação de uma escola no Uruguai, através da JICA, e uma na Sérvia, através da Fundação Albert Schweitzer.

• Ex-chefe do departamento de orientação profissional no Colégio Musashino Higashi.

• Pós-graduado em Teoria Comportamental Cognitiva e assistência aos portadores de distúrbios no desenvolvimento pela universidade de Tsukuba.

• Professor substituto da Universidade Seisa.
PROGRAMAÇÃO CONTEÚDO Apoio: www.autismopipa.com.br

Simpósio Alfabetização Transtornos de Aprendizagem e Deficiência Intelectual no RJ

Dia 19 de Maio
Horário: 08:45 às 17:30
Centro de Convenções da Unesa - Campus Rebouças
Programação:
"Aquisição da Leitura e escrita - uma abordagem teórica e prática a partir da consciência fonológica" - Mariângela Stampa
"A importância da Tecnologia Assistiva na Inclusão e alfabetização" - Drª Carolina Schimer (UERJ)
"Matemática para Alunos com Autismo, Down e deficiência Intelectual" - Nádia Sotero
"Alfabetização pelo método Léa Dupret - Processo silábico viso motor - José Luis Dupret
"Transtornos de aprendizagem" - Drª Gabriela Dias (Santa Casa RJ)
"Quando a Criança Começa a Aprender a Ler" - Talita Almeida (ABEM)
"Ecologia Humana: ler e escrever a vida" - Sônia Eyer Jorás (ABEM)

OBS: Para inscrições realizadas até 30 de abril GANHE um jogo "Tabuada Mágica"

Inscrições:
www.simposioalfabetizacao.com
Tel: (21) 3247-8150/7879-4770 - Cariocas eventos

Curso: Autismo e seus problemas de comportamento

AMDE-NÚCLEO TERAPÊUTICO DO AUTISTA apresenta em Sorocaba
NOVOS DESAFIOS PARA O PROCESSO DE INCLUSÃO.

Palestrante:
Dr. Jose Raimundo Facion.
Possui graduação em Psicologia - Westfälische Wilhelms-Universität Münster (1980) e doutorado no Abteilung für Kinder und Jugendpsychiatrie - Westfälische Wilhelms-Universität Münster (1986). O primeiro pós-doutorado fez no Abteilung für Neuropädiatrie e o segundo pós-doutorado no Institut für Autismusforschung (IFA) da mesma Universidade. Atualmente é Diretor Geral do Instituto Nacional de Pós-Graduação e eventos Acadêmicos - INAPEA. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica Infantil , atuando principalmente nos seguintes temas: Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (Autismo, Rett, Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância), Transtornos do Comportamento Disruptivo (TDAH, Transtorno de Conduta) educação especial, terapia comportamental e inclusão.

OBJETIVOS:
Apresentar as principais hipóteses sobre o desencadeamento de crises comportamentais e as mais atuais estratégias de como administrá-las no dia-a-dia (na escola, na família e nos atendimentos individuais).

DIA: 05 de Maio de 2012
VAGAS LIMITADAS E COM DESCONTOS PARA GRUPOS

Obs:Teremos a Presença do nosso amigo Paiva Junior,autografando o lançamento de seu livro em prol da Revista Autismo.

Reportagem TV Alagoas 2012 - Vale a pena

"Conheça a história de uma mãe que, com muito amor e luta, garantiu o estudo para os filhos com Autismo em uma escola regular. Com o suporte adequado, a integração social é possível."

Atentem a trilha sonora..."Fool on the Hill", dos Beatles.. a tradução tem muito a ver




fonte:http://www.youtube.com/watch?v=0ALW62YwEQI&feature=player_embedded

Ampliada isenção do ICMS sobre veículos para pessoas com deficiência

 
    Medida beneficiará também pessoas com deficiência visual, intelectual e autistas

    Pessoas com deficiência visual, intelectual e autistas também serão beneficiadas com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) na compra de veiculo 0 km. Antes, o benefício era apenas para pessoas com deficiência física, com autonomia para dirigir. A decisão é do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (9), por meio do convênio 38.
    A medida, que começa a vigorar partir de janeiro de 2013 em todos os estados do País, favorece ainda o representante legal ou assistente da pessoa com deficiência, que também terá direito a isenção. O valor do veículo, incluídos os tributos, não pode ser superior a R$ 70 mil.
    Viver Sem Limite - A medida de desoneração fiscal faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limite, lançado em novembro do ano passado, que promove a inclusão social e produtiva de cerca de mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, que corresponde a 23,91% da população brasileira. Ao todo, esse plano vai investir até R$ 7,6 bilhões em educação, saúde e acessibilidade na área até 2014.

    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    CURSOS GRATUITOS NA REATECH

    Feira Reatech 2012Algumas programações da Feira Reatech (Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade) em 2012, em São Paulo

    CURSOS GRATUITOS OFERECIDOS PELA SMPED (SECRETARIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA E MOBILIDADE REDUZIDA) – Sala 5 (Piso Superior Convenções)

    12 de abril – Quinta-feira – das 14:00 às 18:00 h
    Curso: Educação Continuada e Certificação em Acessibilidade.
    Com objetivo de fornecer ao profissional conhecimentos específicos sobre leis e normas de acessibilidade para aplicação no contexto da cidade de São Paulo.
    Público alvo: Arquitetos, Engenheiros e Profissionais envolvidos na construção e fiscalização de edificações e vias públicas.
    Palestrante: Elisa Prado de Assis e Daniella Bertini Ferreira – arquiteta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    13 de abril – Sexta-feira – das 10:00 às 13:00 h
    Curso: Sem Barreiras – Inclusão Profissional de Pessoa com Deficiência

    Com o objetivo de capacitar profissionais de RH e gestores de instituições públicas ou privadas para implementação de um Programa de Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência.
    No curso são abordados temas como: Trabalhador com deficiência (conceitos gerais e específicos), acessibilidade e ergonomia, tecnologia assistiva e modelo de Programa de Inclusão Profissional.

    Palestrante: Daniela Polzer Delgado – assistente técnica da coordenadoria de projeto e inclusão da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    13 de abril – Sexta-feira – das 14:00 às 18:00 h
    Curso: Educação Continuada e Certificação em Acessibilidade
    Com o objetivo de fornecer ao profissional conhecimentos específicos sobre leis e normas de acessibilidade para aplicação no contexto da cidade de São Paulo.
    Público-alvo: Arquitetos, Engenheiros e Profissionais envolvidos na construção e fiscalização de edificações e vias públicas.
    Palestrantes: Elisa Prado de Assis e Daniella Bertini Ferreira – arquiteta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    14 de abril – Sábado – das 10:00 às 12:00 h
    Mesa Redonda: “Como a Educação Inclusiva é vivida na voz de protagonistas”

    Um olhar sobre as diferentes fases da educação. Reflexão sobre a relação entre o discurso teórico e a realidade dos processos inclusivos destinados à pessoa com deficiência nas diferentes fases da educação. Reflexão realizada a partir do depoimento de alunos com e sem deficiência e professores.
    Palestrantes: Marcia Marolo, pedagoga e Coordenadora Geral de Projetos de Inclusão da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo;
    Silvana Drago, pedagoga e Coordenadora do DOT – Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e Floriano Pesaro, sociólogo e vereador da Câmara Municipal de São Paulo.

    14 de abril – Sábado – das 14:00 às 18:00 h
    Curso: Educação Continuada e Certificação em Acessibilidade

    Com o objetivo de fornecer ao profissional conhecimentos específicos sobre leis e normas de acessibilidade para aplicação no contexto da cidade de São Paulo.
    Público-alvo: Arquitetos, Engenheiros e Profissionais envolvidos na construção e fiscalização de edificações e vias públicas.
    Palestrantes: Elisa Prado de Assis e Daniella Bertini Ferreira – arquiteta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    14 de abril – Sábado – das 11:00 às 13:00 h
    Workshop X Painel de Debates: Movimento Pró-Autista – Em defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo
    Implementação de Políticas Públicas Intersetoriais para o atendimento ao autismo no município de São Paulo.
    Coordenação: Mediadora Dra. Marcia Montez, médica pediatra, Perita Judicial; Membro da Sociedade Brasileira de Medicina, Membro da Coordenadoria de Projetos de Inclusão da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    “Ações do Movimento Pró-Autista x Distribuição da Cartilha dos Direitos das Pessoas com Autismo”
    Palestrante: Ana Santos Souza Ruiz – Vice-Presidente da APADE – Assoc. de Pais e Amigos de Pessoas com Deficiência e Mãe militante do Movimento Pró-Autista.
    “Capacitação Profissional para atendimento ao autismo”
    Palestrante: Dr. Estevão Vadasz, médico psiquiatra, coordenador do Projeto Autismo no IPq/ HCFMUSP; Colaborador do Movimento Pró-Autista e da CPI de Acessibilidade na Câmara Municipal de São Paulo.
    “Políticas Públicas de Atendimento ao Autismo – Lei Municipal 15409/11″
    Palestrante: Gilberto Natalini, vereador de São Paulo, Médico, Coordenador da CPI da Acessibilidade na Câmara Municipal de São Paulo – CMSP.
    “Relatório de Autismo x Protocolo de Atendimento”
    Palestrante: Regiane Nascimento, mãe Militante do Movimento Pró-Autista; Graduanda em Serviço Social.
    “Plenária Mensal do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPD
    Medidas para implementação da Política Municipal da Pessoa com Deficiência”. Exposição de balanço dos trabalhos realizados pela ação conjunta entre Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.
    Palestrante: Luiz Carlos Bosio – assessor especial e membro da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.
    15 de abril – Domingo- das 09:00 às 18:00 h
    Palestra: “Seminário Municipal de Surdocegueira de Múltipla deficiência”
    Palestrante: a confirmar
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    terça-feira, 10 de abril de 2012

    Obesas e diabéticas são propensas a ter filhos autistas

    Os resultados deste estudo, publicado na revista Pediatrics, levantam "sérias preocupações em termos de saúde pública"

    A diabetes também pode diminuir os níveis necessários de ferro para o feto, o que resulta em um fraco desenvolvimento cerebral
    Washington - As mães obesas ou que sofrem de diabetes durante a gravidez têm mais chances de dar à luz crianças com autismo ou atrasos no desenvolvimento, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

    Os resultados deste estudo, publicado na revista Pediatrics, levantam "sérias preocupações em termos de saúde pública", disseram os pesquisadores. No mês passado, as autoridades de saúde dos Estados Unidos revelaram que o número de casos de autismo diagnosticados aumentou 23% entre 2006 e 2008, afetando uma média de uma em 88 crianças.

    Os autores do estudo examinaram 1.004 duplas mãe-filho de diversos níveis socioeconômicos na Califórnia (leste). Aproximadamente a metade das crianças era autista, 172 sofriam de transtornos de desenvolvimento e 315 se consideravam normais.
    Embora o estudo não tenha indicado se o peso ou a diabetes da mãe durante a gravidez eram a causa dos problemas psicológicos das crianças, estabeleceu uma clara correlação entre estes transtornos e a saúde materna.
    Por exemplo, as mães obesas tinham 67% mais chances de ter um filho com autismo e mais do dobro de possibilidades de ter um filho com algum tipo de transtorno que as mães de peso normal sem diabetes.
    Mais de 20% das mães de crianças com autismo e outros problemas de desenvolvimento eram obesas. Apenas 14% das mães de crianças com desenvolvimento normal eram obesas durante a gravidez, indicou a pesquisa.
    O vínculo entre a saúde da mãe e "os problemas de desenvolvimento neurológico das crianças é preocupante e pode ter implicações em termos de saúde pública", disse Paula Krakowiak, da Universidade da Califórnia, no estudo.
    "Mais de um terço das mulheres americanas em idade de procriar são obesas e quase um décimo têm diabetes gestacional ou diabetes tipo 2 durante a gravidez", acrescentou Krakowiak.
    Os cientistas acreditam que os problemas do feto podem ser resultado da exposição prolongada aos altos níveis de insulina nas mães diabéticas, o que requer uma maior utilização de oxigênio e pode reduzir o fornecimento de oxigênio necessário ao feto.
    A diabetes também pode diminuir os níveis necessários de ferro para o feto, o que resulta em um fraco desenvolvimento cerebral.

    domingo, 8 de abril de 2012

    IPq é centro de referência no tratamento de portadores de autismo


    Por Patricia Golini, especial para o USP Online

    IPq realiza atendimento integral ao autista | Foto: Julieta Magalhães/IPq

    Na segunda-feira (2), é celebrado o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de alertar a população para esse transtorno que atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Para marcar a data, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) , ao lado de outros monumentos como a Ponte Estaiada, o Cristo Redentor e do Prédio da Fiesp, terá sua fachada iluminada de azul.
    Atualmente, o IPq é considerado o maior centro de referência no tratamento dos portadores de autismo. Hoje, o Instituto atende cerca de 600 pacientes nesta área, a quempresta assistência integral. O atendimento feito pela equipe do IPq integra diversas especialidades, tanto médicas, como da área de psicologia, serviço social e terapia ocupacional.
    “Atender o portador de autismo de maneira completa é importante para que possamos identificar quais são suas limitações e trabalhar no seu desenvolvimento, incluindo no tratamento as terapias complementares que ajudarão no desenvolvimento e integração social, além de acompanhamento psicológico e educacional”, diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Programa Autista (PROTEA), do IPq.
    O autismo é caracterizado pela dificuldade de comunicação e interação social e por interesses restritos, acompanhados de comportamentos repetitivos. O chamado espectro autista compreende desde os casos mais severos, com quadros de convulsão e grave retardo mental, até os portadores da Síndrome de Asperger, em que a capacidade de linguagem e aprendizado são preservadas, mas há dificuldades de adaptação social.

    Time de cães terapeutas no IPq | Foto: Julieta Magalhães / IPq
    Existem hoje vários tratamentos disponíveis para o autismo com foco na redução dos comportamentos repetitivos e na estimulação da comunicação e das relações sociais. No IPq, esses pacientes são estimulados através de atividades lúdicas, divididas em dois grupos de atividades. Adolescentes e adultos jovens portadores da Síndrome de Asperger são atendidos pelo programa Estação Espacial, com sessões em que são trabalhadas as habilidades sociais de comunicação e convivência. Já as crianças autistas são atendidas pela terapia assistida por cães, desenvolvida por voluntários do IPq.
    “O objetivo dessas terapias complementares é aproximar os indivíduos portadores de autismo, favorecendo a inter-relação e o desenvolvimento de vínculos e amizades”, explica o psiquiatra.
    O Instituto de Psiquiatria do HC baseia sua atuação em três pilares: assistência ao portador, ensino e formação de profissionais para atendimento psiquiátrico e pesquisa de novos tratamentos. “Atualmente, o IPq desenvolve pesquisas na área de genética e de células tronco. Porém, estes projetos só deverão ter conclusão no prazo de cinco a dez anos”, relata Estevão Vadasz.
    Acredita-se que a doença atinja aproximadamente 1 pessoa a cada mil. Mas dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA chegam a apontar 9 casos a cada mil pessoas. “Transposto para o Brasil, esse índice significaria cerca de 1,8 milhão de casos, com o agravante de que aqui 90% dos casos não são diagnosticados”, alerta o psiquiatra.

    fonte: http://www5.usp.br/8746/ipq-e-centro-de-referencia-no-tratamento-de-portadores-de-autismo/

    Livro: Autismo — Não espere, aja logo!


    Livro explica os sinais do autismo em bebês e crianças

    Incentivar o diagnóstico — ou ao menos a suspeita — de autismo. Essa é a intenção do livro Autismo — Não espere, aja logo! — Depoimento de um pai sobre os sinais de autismo, lançado neste mês (março) pela editora M.Books (132 páginas, R$ 39). O livro, de autoria do jornalista Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo e pai de um garoto com autismo, busca explicar sem nenhuma linguagem técnica os sintomas do autismo e destacar a importância de um dos únicos consensos a respeito do transtorno em todo o planeta: quanto antes se inicia o tratamento, melhores são as chances de se ter mais qualidade de vida e desenvolvimento de habilidades. O livro tem prefácio do neuropediatra José Salomão Schwartzman e contra-capa com texto do neurocientista Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia (EUA).
    Mesmo que os pais não aceitem bem o diagnóstico ou ainda não tenham uma confirmação definitiva, fechada (até porque essa confirmação comumente vem depois dos 3, 5 ou até 6 anos de idade), o autor procura incentivar que iniciem o tratamento logo: “não esperem, ajam!”. “É preciso aproveitar essa grande ‘janela’ de desenvolvimento dos primeiros anos de vida”, explica o autor, com a autoridade de quem tem um filho de quase 5 anos, que está no espectro do autismo. Paiva é também pai de uma menina de quase 3 anos, porém, com desenvolvimento típico (“normal”).
    O jornalista escreve como pai, por isso não há o uso excessivo de termos técnicos e jargões: “Não escrevo em ‘linguagem técnica de médico’, escrevo de forma que profissionais de educação e saúde, além de pais e parentes de autistas possam entender o autismo e, ao suspeitar de comportamentos autísticos em alguma criança possam sugerir que encaminhem-na para a avaliação de um especialista. “É um texto de leigo para leigo, de pai para pais”, explicou Paiva Junior, que faz questão de destacar que “o livro não habilita ninguém a diagnosticar autismo, papel que é dos médicos neurologistas, neuropediatras e psiquiatras da infância”.

    Conteúdo extra

    Outro diferencial do livro são os links para conteúdo extra, com QR Codes (códigos de barras de duas dimensões que podem ser fotografados por telefones celulares para acessar conteúdo online) levando a extensões de capítulos, relatos de famílias, vídeos e material que será permanentemente atualizado.
    Nesta primeira edição do livro, toda a arrecadação do autor será revertida para a Revista Autismo, um projeto sem fins lucrativos. Portanto, comprar o livro não apenas ajuda no diagnóstico precoce, mas também contribui para que a revista permaneça existindo.
    No site http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br há mais informações e um conteúdo extra relacionado a vários capítulos, inclusive link para comprar o livro.

    Livro: Autismo — Não espere, aja logo!, 132 páginas, R$ 39,00, editora M.Books, 2012.
    Site: http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br
    Pré-venda: Clique aqui para encomendar o seu

    Autistas têm problemas para unir escuta e fala

    18/01/2012 07h00- Atualizado em 18/01/2012 07h00

    Capacidades envolvem funções distintas, que unimos com naturalidade.
    Quanto maior é o vocabulário, mais fácil fica essa relação.

    Tadeu Meniconi
    Do G1, em São Carlos (SP)
     
    O pesquisador americano Douglas Greer (Foto: Marcos Marin/Divulgação)
     
    O pesquisador americano Douglas Greer
    (Foto: Marcos Marin/Divulgação)
     
    Ouvir e falar são capacidades que envolvem funções distintas no cérebro. Quando participamos de uma conversa, usamos as duas simultaneamente.
    A leitura também é um processo que exige integração entre as duas partes. Afinal, ainda que seja em voz baixa, a leitura nada mais é do que uma história que o leitor conta para si mesmo.
    O que fazemos com naturalidade não é tão simples assim para todos. Nos casos de autismo em que a pessoa nem consegue conversar, a dificuldade reside exatamente em relacionar as duas habilidades. É o que explica Douglas Greer, da Universidade Columbia, em Nova York, nos EUA, especialista em análise de comportamento verbal, que veio ao Brasil para participar do congresso ESPCA Autismo.
    Uma das habilidades que o especialista considera importantes para desenvolver a comunicação é a capacidade de nomear os objetos. É quando uma criança vê um cachorro e diz “cachorro”, ou aponta para o animal se algum adulto falar “olha o cachorro” ou algo parecido.

    “As crianças precisam chegar ao estágio em que elas sabem palavras o suficiente para entender o que estão falando em torno delas”, avalia. Na língua inglesa, ele estima que uma criança precise saber entre 55 mil e 86 mil palavras para ter bom desempenho na escola.
    “Nomear resulta na expansão exponencial do vocabulário, ou mais especificamente, na junção das funções de ouvir e falar diante de estímulos observados”, afirma Greer, em um estudo de 2010, em coautoria com sua colega Jennifer Longano.
    Os especialistas têm isso em vista quando criam métodos para ensinar a linguagem para crianças que têm essa dificuldade.
    “Há procedimentos que permitem o progresso das crianças. Algumas conseguem se beneficiar de todos eles, e algum deles vai servir para a criança, mas nem todas as crianças se beneficiam de todos os tratamentos”, avisa Greer.

    fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/autistas-tem-problemas-para-unir-escuta-e-fala.html