"Em defesa dos direitos das pessoas com autismo"

domingo, 30 de dezembro de 2012

Psicóloga de programa do Faustão divulga esclarecimento no Facebook

 

  Do UOL
Em São Paulo

 
Um comentário feito pela psicóloga Elizabeth Monteiro no programa do Faustão, na TV Globo, gerou indignação em mães de autistas e especialistas no último domingo (16). Ao falar sobre o caso do jovem que matou adultos e crianças em uma escola de Connecticut, nos EUA, conceitos de psicopatia e da síndrome de Asperger, um tipo de autismo, criaram confusão. Muitas crianças diagnosticadas com o transtorno ficarem com medo de voltar à escola e serem tratadas como potenciais assassinas depois de assistir ao programa.
As críticas à psicóloga ganharam destaque nas redes sociais. E Betty Monteiro (como ela assina) decidiu divulgar uma carta de esclarecimento sobre o ocorrido no Facebook, reproduzida na íntegra abaixo:

Em relação à minha participação no programa Domingão do Faustão, no quadro Divã do Faustão, no último domingo, dia 16 de dezembro, gostaria de fazer alguns esclarecimentos:

- Em primeiro lugar, quero me desculpar se, de alguma forma, minhas palavras feriram quem quer que seja, pessoa ou entidade. Não foi minha intenção. Meu objetivo, como profissional e colaboradora do quadro, era discorrer sobre questões comportamentais, ajudando as pessoas.

- As declarações a respeito do caso de Connecticut foram genéricas, feitas a partir das poucas e desencontradas informações que circulavam no domingo sobre o que aconteceu nos Estados Unidos. Em nenhum momento tive a intenção de fazer um diagnóstico. Tampouco afirmei que o assassino fosse portador da Síndrome de Asperger, tendo citado a doença com base nas informações publicadas sobre o caso.
- Os inúmeros e-mails que recebi, além de mensagens publicadas em minha fanpage, sugerem que eu comparei autistas a psicopatas. Isso não é verdade. Falo dos dois temas de forma distinta. Depois de falar da Síndrome de Asperger, minha fala centrou-se genericamente nas características da psicopatia, indicando alguns sinais que pudessem servir de alerta aos pais, sempre com o intuito de prevenir e de estimular a busca do melhor diagnóstico. Sou psicóloga há mais de 20 anos, tenho como princípio a ética e o respeito. Jamais faria acusações levianas que incitassem o público a se voltar contra autistas.

- Se um mal entendido se instaurou a partir das minhas declarações, novamente me desculpo. Mas ressalto que isso não pode servir de motivo para me atacarem. Li todas as críticas e respeito as manifestações democráticas e construtivas, mas não posso concordar com o tom de algumas delas. Sou uma pessoa de bem, que procura fazer o bem.

- Por fim, gostaria de agradecer a todas as manifestações de apoio.

Elizabeth Monteiro

Manifestação pública contra o preconceito

 

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A Associação Brasileira de Psiquiatria enviou carta ao apresentador Fausto Silva, da TV Globo, contestando a posição da psicóloga Elizabeth Monteiro sobre a chacina ocorrida numa escola de ensino elementar na cidade de Newtown, no estado norte-americano de Connecticut. Para a psicóloga, o jovem Adam Lanza, que atirou contra 26 pessoas, entre elas 20 crianças, seria autista ou portador de Síndrome de Asperger. As declarações foram ao ar no programa do dia 16 de dezembro.
Falando em nome dos mais de 10 mil psiquiatras do País, o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva, afirmou, no documento, que atrelar uma chacina ou qualquer atitude violenta a uma reação do autismo ou Síndrome de Asperger é grave e carece de embasamento cientifico. Para a Associação Brasileira de Psiquiatria, declarar algo do gênero, em rede aberta de televisão, traz consequências graves para autistas, familiares, professores, educadores e profissionais de saúde, que lidam com esta realidade diariamente.
Antonio Geraldo da Silva ressaltou que a ABP defende a criminalização da “psicofobia”, preconceito contra portadores de deficiências e transtornos mentais, no novo projeto do Código Penal que tramita no Congresso.
Veja Aqui as declarações da psicóloga Elizabeth Monteiro no programa Domingão do Faustão no dia 16 de dezembro
Leia Aqui a carta enviada pela ABP ao apresentador Fausto Silva.

fonte: http://www.abp.org.br/portal/archive/10294

Sobre autistas, psicólogos e psicopatas

 

No último domingo, dia 16 de dezembro, no quadro “Divã do Faustão”, do programa do apresentador Fausto Silva, testemunhamos uma psicóloga falando sobre o massacre da escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, Nos Estados Unidos.
As declarações da psicóloga deixaram perplexas e preocupadas muitas pessoas com síndrome de Asperger, seus pais, amigos, e profissionais que com elas convivem, pois viram-se associados ao assassinato em massa e à psicopatia por uma suposta autoridade no assunto.
O Brasil se encontra em um processo de discussão intensa sobre a inclusão de pessoas com autismo e síndrome de Asperger na escola regular. Muitas famílias e escolas têm conjugado esforços para que a inclusão deixe de ser apenas uma exigência legal e se torne uma realidade cultural em nosso país.
As declarações da psicóloga, veiculadas em um meio tão amplo de difusão como o Programa do Faustão, são um gigantesco empurrão para trás neste processo. Sua fala foi ambígua e confusa, tendo ela misturado Síndrome de Asperger e psicopatia na sua explicação, deixando para o leigo a idéia de que as pessoas autistas são perigosas e assassinas em potencial.
Adicionalmente, ela ainda citou traços de comportamento a serem observados em crianças, que sinalizariam uma possível psicopatia (ou síndrome de Asperger, poder-se-ia supor), ecoando em sua fala, para este fim, o ditado popular “tem mãe que é cega”.
Chegou a citar como exemplo o caso de Suzane Hitchoffen, assassina condenada pela morte de ambos os pais.
O pior tipo de psicologia é a que o leigo julga compreender e até exercer, às vezes. Quando um profissional da psicologia professa este tipo de “achismo” psicológico, temos a confirmação de algumas noções errôneas, com conseqüências graves, neste caso, para as pessoas com síndrome de Asperger.
A Síndrome de Asperger foi batizada com o nome do psiquiatra Hans Asperger, que em 1944 descreveu um grupo de pacientes com uma condição que ele batizou de Autistiche Psychopathen im Kindesalter. Uma tradução moderna do termo “psicopatia” ou “psychopathy”, em inglês, segundo Tony Atwood em seu livro “The complete guide to Asperger Syndrom” seria Transtorno, e não psicopatia, precisamente pela associação popular moderna do termo com comportamentos violentos e assassinato.
Na década de 40, na Alemanha, não se fazia essa associação. O termo era apenas uma junção de pathos (doença) e psico (mente), denotando um desvio do funcionamento normal da mente.
Hoje, é necessário lembrar, não se encontra mais o termo “psicopatia” nos manuais de psiquiatria. O que o senso comum chama de psicopata é a pessoa com um transtorno de personalidade anti-social. Não há relação, direta ou indireta, entre o funcionamento de uma pessoa com Transtorno de Asperger e o de uma pessoa com um transtorno da personalidade anti-social.
Primeiro, Asperger é um transtorno do desenvolvimento. É descrito como uma dificuldade qualitativa de comunicação e interação social, levando a uma série de outras dificuldades executivas, de planejamento e compreensão social. Por definição, essas pessoas são ingênuas e incapazes de malícia, e frequentemente, não conseguem mentir, nem fazer nada que considerem errado.
Uma pessoa com Transtorno da Personalidade Anti-Social, ao contrário disto, tem plena consciência das regras sociais, tanto que sente-se compelido a transgredi-las, frequentemente para causar medo ou dor em outras pessoas, que podem considerar culpadas de seus problemas.
Estas pessoas têm uma diminuição da empatia, mas não do mesmo componente empático que as pessoas com Transtorno de Asperger.
Os “Aspies”, como gostam de ser chamadas as pessoas com o Transtorno, frequentemente se identificam com ícones culturais de inocência e inabilidade social, como o Físico Sheldon Cooper, personagem do seriado “Big Bang, a Teoria”, que retrata uma turma de nerds em suas excelências intelectuais e igualmente enormes “gafes” sociais.
Outro personagem com que se identificam com frequencia é o Tenente-Comandante Data, do seriado “Jornada nas Estrelas, a Nova Geração”, um andróide que tenta sempre ser humano, e invariavelmente tropeça em suas dificuldades de compreender por que as pessoas fazem o que fazem.
Outros ainda se identificam com Sherlock Holmes, o mestre da lógica dedutiva criado por Sir Arthur Conan Doyle.
Estes personagens são frequentemente utilizados na psicoterapia, para estimular uma saudável auto-estima, ao mesmo tempo em que dão uma noção dos limites pessoais dos “Aspies”, e de como conviver com eles.
Não conheço nenhuma pessoa com Síndrome de Asperger que tenha identificação com o serial killer Dexter, do seriado homônimo, ou outro personagem capaz de qualquer crueldade.
Pessoas com Transtorno da Personalidade Anti-Social, na definição do manual nosológico da Associação Americana de Psiquiatria, só podem receber este diagnóstico com 18 anos (Critério B do DSM IV). Assim, ensinar as pessoas a diagnosticar um psicopata entre seus filhos ou alunos não apenas fere a ética e o bom senso, mas também a nosologia psiquiátrica.
O atirador de Newtown, na avaliação de seu irmão, era “meio autista”. Deixando de lado o fato de seu irmão não ser uma pessoa abalizada para conferir-lhe um diagnóstico (a palavra ‘autista’ é usada até mesmo por políticos contra desafetos), assumir que ele tinha síndrome de Asperger no contexto de um programa de tamanha audiência é uma tremenda irresponsabilidade.
É de inteira responsabilidade da rede Globo de Televisão veicular no mesmo Faustão no domingo que vem uma entrevista com um profissional que possa corrigir os fatos para o povo brasileiro, e proteger as pessoas com autismo, que — longe de serem psicopatas agressores — frequentemente são vítimas de psicopatas, na forma de valentões nas escolas e na vida, que podem bem usar a psicologia do “Divã do Faustão” para acusar as vítimas de serem agressores.
Alexandre Costa é psicólogo, trabalha com autismo há 19 anos, e há 18 anos, escolheu ser pai de dois autistas, Giordano e Pablo. Junto com Fátima Dourado, mãe dos mesmos dois autistas, dirige a Casa da Esperança.

fonte: http://autismobrasil.org/autismo/o-que-fazer/artigos/sobre-autistas-psicologos-e.html

Pais de crianças com autismo optam por escola especial após tentativas frustradas no ensino regular




Da Agência USP
 
A escolha de pais de crianças autistas ou com deficiência intelectual por escolas de educação especial não se dá por uma atitude de conformação, mas sim pela busca da melhor opção para seus filhos, atendendo às suas demandas. “O fato de a escola ser especial ou regular não é tão significativo, pois eles querem o melhor para seus filhos” diz o psicólogo Ricardo Schers de Goes, autor da dissertação de mestrado A escola de educação especial: uma escolha para crianças autistas e com deficiência intelectual associada de 0 a 5 anos, desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP, sob orientação da professora Marie Claire Sekkel.
O estudo, realizado a partir de leituras de pesquisas e literatura da área e conversas com famílias de crianças autistas, buscou investigar os motivos pelos quais pais de crianças com autismo e deficiência intelectual associada decidem matricular seus filhos em escolas de educação especial. “Apesar de existirem muitos estudos nestes campos, ainda não há um consenso e uma precisão sobre estas questões, o que dificulta o esclarecimento dos pais e, consequentemente, a decisão pela escola dos seus filhos”, comenta o psicólogo.
Ricardo entrevistou pais de duas crianças, sendo um casal pais de um menino de 6 anos e um homem pai de outra criança da mesma idade. Nos dois casos houve tentativas anteriores frustradas de entrada em escolas regulares, o que levou os pais a procurarem a educação especial. “Pelas entrevistas verifiquei que há resistência dos pais nessa escolha, pois fazem várias tentativas em escolas regulares e especiais até encontrarem a que acham melhor. Inclusive, neste processo, criticam e discutem com as escolas em que tiveram experiências frustradas, o que mostra uma posição de resistência e não conformação dos pais”, relata o pesquisador. “A pesquisa entrevistou somente pais que escolheram no final matricular seus filhos em escola de educação especial, mas também há aqueles que depois destas tentativas frustradas tanto na educação especial quanto no ensino regular acabam por escolher o ensino regular”, lembra Ricardo.
 
Educação infantil e inclusão
A educação infantil, com as condições adequadas para que os alunos convivam com a diversidade, pode ser uma etapa e ambiente importante para a inclusão de crianças com autismo ou deficiência intelectual. “Crianças com e sem deficiências frequentando a mesma escola podem, por esta aproximação, ter uma diminuição do preconceito para com o diferente”, explica o pesquisador. Considerando esta questão, as atuais políticas de educação especial no Brasil, inclusive, apontam para que a escolarização aconteça nas escolas de ensino regular.
Desta forma, opina o psicólogo, a segregação que ocorre em função das escolas de educação especial não contribui para a inclusão e o fim do preconceito contra crianças com esse tipo de deficiência. “Mas nas escolas regulares muitas vezes encontramos crianças isoladas do convívio com as outras crianças e também sem uma atenção pedagógica para ela, como se o fato de apenas estar lá já garantisse a chamada inclusão”, pondera. E completa: “A discussão que deve ser feita é em relação ao direito à educação e não apenas a questão da inclusão. Ou seja, todas e todos devem ter direito à educação, acesso e permanência com qualidade”.
 
 
fonte:http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/12/18/pais-de-criancas-com-autismo-optam-por-escola-especial-apos-tentativas-frustradas-no-ensino-regular/

domingo, 16 de dezembro de 2012

SMPED anuncia resultados preliminares do Censo-Inclusão


Deficiência física é a mais citada, somando 52% das respostas; 94,7% das pessoas com deficiência que trabalham estão no mercado formal e 23% praticam atividades esportivas
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida apresentou, nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro, os dados preliminares do Censo-Inclusão, levantamento iniciado em março deste ano, para identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, no âmbito do Município de São Paulo.

Os resultados do Censo-Inclusão foram obtidos a partir dos formulários respondidos por munícipes com deficiência ou mobilidade reduzida, no período entre março e agosto deste ano, por formulário impresso e pela internet, e vão servir de base para o governo na criação e reformulação de políticas públicas. As informações abordam tipo de deficiência, região, faixa etária, gênero, educação, trabalho, saúde, transporte, esportes e cultura.
DADOS PRELIMINARES DO CENSO-INCLUSÃO

Obs.: dos 42 mil formulários recebidos, 35.053 são os considerados válidos até agora; 3 mil tinham identificação do munícipe, mas as respostas estavam em branco; cerca de 2 mil têm respostas ilegíveis (estão em recuperação) e 1660 dos formulários recebidos são de moradores de outros municípios (e por isso não computados).
NATUREZA DAS DEFICIÊNCIAS

Física: 52,2% (18.281)

Intelectual: 23,3% (8.152)

Sensorial: 31,1% (10.345)
• Visual: 14,89% (5.220)
• Auditiva: 13,98% (4.901)
• Surdocegueira: 2,21% (224)

Deficiência Física - Total: 18.281
• Amputação de um determinado membro ou parte de membro: 8,64% (1.580)
• Deficiência acentuada no crescimento (gigantismo): 0,4 % (71)
• Deficiência acentuada no crescimento (nanismo): 1,5% (282)
• Dificuldade total / parcial para movimentar: 89,3% (16.328)
• Paralisia cerebral: 10,2% (1.869)
Deficiências mental e intelectual - Total: 8.152
• Autismo: 10,61% (865)
• Deficiência intelectual / mental: 94,25% (7.684)
Deficiência sensorial

Visual - Total: 5.220
• Enxerga com grande dificuldade, mesmo com lupas ou ampliação : 76,51% (3.994)
• Não enxerga absolutamente nada: 14,17% (740)
• Não enxerga nada, possuindo apenas percepção de luz: 11,11% (580)
Auditiva - Total: 4.901
• Não ouve absolutamente nada: 18,3% (896)
• Ouve com dificuldade, mesmo com o uso de aparelho: 65,21% (3.196)
• Ouve sem dificuldades com o uso de aparelho: 19,4% (950)
• Surdocegueira: 2,24% (224)

GÊNERO
• Feminino: 52,6% (18.425)
• Masculino: 46,9% (16.426)
• Não informado: 0,6% (202)

EDUCAÇÃO
Frequentam escola ou faculdade: 21,1% (7.393)

• Possuem ensino superior completo: 42,8% (3.167)
• Possuem o ensino médio completo: 33,6% (2.487)
• Possuem Pós-Graduação completa: 27,6% (2.040)
• Possuem o ensino fundamental completo: 25,5% (1.886)
• Possuem curso profissionalizante completo: 15,7% (1.162)

TRABALHO

Estão trabalhando no mercado formal e informal: 13,3% (4.649)
• Inseridas no mercado de trabalho formal: 94,7% (4.401)
• Inseridas no mercado de trabalho informal e possuem emprego sem carteira de trabalho assinada: 5,3% (248)

RENDA
• Não possuem renda pessoal: 20,6% (7.224)
• Possuem renda pessoal até 1 salário mínimo: 31,8% (11.150)
• Possuem renda pessoal de 2 a 3 salários mínimos: 25,0% (8.777)
• Possuem renda pessoal de 4 a 6 salários mínimos: 9,5% (3.321)
• Possuem renda pessoal acima de 6 salários mínimos: 8,1% (2.848)

SAÚDE
• Utilizam o Serviço de Saúde Pública – SUS: 63,8% (22.363)
CULTURA
• Frequentam atividades culturais: 29,6% (10.362)
ESPORTE
• Praticam atividades físicas / esportivas: 23,9% (8.389)
TRANSPORTE
• Utilizam metrô/ônibus/trem: 54,8% (19.219)
• Utilizam o Serviço ATENDE: 3,8% (1.342)
• Utilizam Taxi Adaptado: 2,9% (1.034)

MORADIA
• Estão em situação de rua: 0,5% (169)




AMDE X Movimento Pró Autista na ONG Brasil 2012.

AMDE X Movimento Pró Autista na ONG Brasil 2012 promovendo o Workshop Políticas Públicas para o Autismo.
 
 
 
 

Natação para Crianças com TEA

 
ASSISTAM A ENTREVISTA SOBRE NATAÇÃO PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO PROGRAMA RESSOAR DA REDE RECORD NEWS.
Exibido no dia 09/12/2012

 PROFISSIONAL : Cristiano Torres.





FONTE:http://www.youtube.com/watch?v=HqyQO0SZkzg&feature=share

domingo, 9 de dezembro de 2012

Cavalos são aliados no tratamento de crianças autistas e com movimentos comprometidos


Nordeste // Ceará

Publicado em 16.08.2012, às 09h54


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Na equoterapia, Rian, de 5 anos, já apresenta melhora nos movimentos
Fotos: Leonardo Heffer

Leonardo Heffer Do NE10/Ceará
Desde que o efeito fisioterapêutico da cavalgada tornou-se notório, a procura pela atividade tem crescido a passos largos. A equoterapia ganhou espaço em centros hípicos e haras, auxiliando crianças portadoras de doenças genéticas, problemas motores e autistas. Em Fortaleza, longe das mensalidades que chegam a R$ 400, a cavalaria da Polícia Militar do Ceará abriu as portas para a terapia com custo zero aos inscritos. O foco é a população de baixa renda que mora em área de risco social.

Rian Albuquerque, 5 anos, praticante de equoterapia, sofre de um mal chamado Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo 2, problema genético que atinge a espinha e afeta os movimentos motores voluntários. Os primeiros sintomas apareceram já aos seis meses de vida. Rian não tem sustentação para manter, por exemplo, a cabeça erguida, ou até mesmo o tronco ereto. Por vezes, não dá para sentar. Andar é um movimento considerado raro para quem sofre da AME.

Superando as dificuldades, Rian é um garoto sorridente, que fala com todos e chega a bater continência acompanhado de um alegre "bom dia, capitão". Para se locomover, somente nos braços - e não importa de quem seja, afinal está entre amigos, como ele afirma sobre a equipe multidisciplinar do projeto. São pedagogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e equitadores que o auxiliam.

A fonoaudióloga Sílvia Renata de Albuquerque Herculano, mãe do pequeno, percebe os resultados positivos do tratamento. "Rian já consegue ter mais força para se manter sentado, ação que antes não fazia. Ele já tem mais controle do tronco e da própria sustentação", afirma Silvia. Ela conta que já conhecia a equoterapia e seus efeitos benéficos. Quando soube do trabalho realizado na Cavalaria, colocou o nome do filho em uma lista de espera e, seis meses depois, Rian tinha seu primeiro contatos com Paquita, égua que o acompanha no tratamento.

Outro praticante da equoterapia é Ítalo Aguiar, 11 anos, autista. No lombo do animal, o garoto mantém o foco em todos os detalhes que o cercam. Paulo Sérgio Aguiar, militar reformado, está sempre ao lado do filho. "É incrível como ele mudou. Passou a estar mais atento às coisas, a olhar e perceber os ambientes. O tratamento com os cavalos o deixou até mais calmo", diz Paulo Sérgio.

Para o capitão Daíso Filho, coordenador da equipe, a resposta dos pacientes compensa todo o investimento. "Você vê crianças que muitas vezes não conseguem sorrir, que estão afetadas por suas deficiências e, no decorrer do tratamento, percebe o comportamento mudando gradativamente. Por fim, ver esses sorrisos nos rostos delas vale qualquer sacrifício", afirma.

INSCRIÇÃO - A equoterapia faz parte de uma série de projetos sociais da Polícia Militar do Ceará voltada para o público de baixa renda. Para se candidatar a uma das 12 vagas, os interessados precisam de recomendação médica. A alta procura pelo tratamento fez necessária a criação de uma lista de espera que convoca os inscritos não pela ordem de chegada, mas pela necessidade do tratamento.
"As crianças que têm urgência na equoterapia são as primeiras chamadas quando surgem vagas", explica o capitão. A permanência na terapia pode variar. "Criamos uma meta de desenvolvimento para cada criança. A cada seis meses, uma avaliação é feita e, caso ela chegue ao nível que traçamos, pode-se dar alta para a criança para que uma nova venha iniciar o tratamento."

fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/nordeste/noticia/2012/08/16/cavalos-sao-aliados-no-tratamento-de-criancas-autistas-e-com-movimentos-comprometidos-361776.php

Empresa berlinense emprega autistas como consultores de TI


Alemanha

 

Autistas com síndrome de Asperger são muitas vezes bem qualificados, mas não encontram emprego. No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o caso dos autistas ilustra bem um potencial pouco explorado no mercado.
Na maioria das vezes, eles possuem bons conhecimentos profissionais, podem pensar de forma lógica e analítica e têm boa capacidade de concentração – mesmo em tarefas que precisam ser repetidas várias vezes. Eles são detalhistas, precisos e têm um alto padrão de qualidade. Mas nem sempre as empresas correrem atrás de tais empregados.
Por volta de 250 mil autistas com a síndrome de Asperger vivem na Alemanha. Trata-se de uma forma mais branda do autismo, cujos portadores possuem as qualidades acima mencionadas. Apesar disso, eles são frequentemente classificados como inaptos para trabalhar pela Agência Federal do Trabalho alemã.
Somente 15% das pessoas com a síndrome de Asperger têm um trabalho normal. O motivo é que elas têm problemas para se integrar num ambiente social de trabalho. Fica difícil atender às exigências das empresas: espírito de grupo, sensibilidade em lidar com outras pessoas e habilidade de comunicação.
Tobias Altrock, 26 anos, tem autismo de Asperger. Ele largou a escola no segundo ano do ensino médio. Até o fim deste ano, ele estava à procura de uma vaga como aprendiz num programa de formação profissional de alguma empresa.
"Não foi por causa das notas"
"Eu me candidatei muitas vezes, mas nunca fui aceito. Tentei encontrar uma vaga de aprendizado profissional", disse Altrock. "Com certeza não foi por causa das notas, isso já me foi dito várias vezes. Meu psiquiatra me explicou que ele também não me contrataria, se eu fosse convidado para uma entrevista de trabalho. Pode-se ver no meu rosto que sou diferente e que não funciono da forma como geralmente se espera no mercado de trabalho."
No entanto, no início de novembro, Altrock ganhou finalmente uma oportunidade na vida profissional. Ele foi empregado como consultor júnior na Auticon, uma firma de assessoria em Berlim – e com salário normal de mercado. A Auticon disponibiliza trabalhadores com síndrome de Asperger como consultores de TI (Tecnologia de Informação) para empresas.

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Tobias Altrock tem problemas de comunicação e se irrita facilmente
 
A firma foi fundada há cerca de um ano por Dirk Müller-Remus, que deixou para trás seu cargo de executivo numa empresa de tecnologia médica. "A mudança foi ocasionada pelo fato de eu ter um filho com síndrome de Asperger", disse. Segundo Müller-Remus, seu filho quase não é capaz de dar conta de sua vida cotidiana, mas possui enormes talentos e qualidades.
Para Müller-Remus, era difícil imaginar que seu filho poderia exercer uma profissão normal. "Daí tive a ideia de fundar uma empresa que se baseasse nos pontos fortes de autistas."

Bons na gestão de qualidade
Os pontos fortes de muitos autistas com síndrome de Asperger estão principalmente na área de gestão de qualidade, diz Müller-Remus. Na maioria das vezes, eles podem pensar de forma bastante estruturada, analítica e lógica. E como há uma grande demanda por testadores de software, sua firma se especializou em treinar portadores da síndrome de Asperger nessa área e disponibilizá-los para empresas.
Para tal, a Auticon se baseia no conhecimento profissional que o candidato já possui. Muitos dos autistas com síndrome de Asperger aprendem temas da Tecnologia de Informação de forma autodidata. "Desde que tenho oito anos de idade, eu me interesso por questões de informática, por programação, hardware, software e lógica em geral. Tudo o que está ligado a algoritmos e lógica, esse é o meu talento, é o que eu posso fazer muito bem", disse Altrock.

Müller-Remus planeja expansão
 
Para que um ambiente normal de trabalho não seja obstáculo para um consultor de TI, a Auticon lhes disponibiliza os chamados treinadores de trabalho, como Elke Seng. Num estágio inicial, ela identifica qual ambiente se adapta a cada funcionário, qual o tipo certo de iluminação, que tipo de barulho deve ser evitado, onde deve se localizar a mesa de trabalho, se a temperatura deve ser mais quente ou mais fria.
Quando, então, o consultor é inserido em alguma empresa, ela é responsável pela concepção adequada do local de trabalho e conversa com outros funcionários e com os chefes sobre as características do autismo de Asperger. "Muitos têm medo de autistas e pensam que eles podem fazer algo errado ou quebrar alguma coisa", disse Seng. Segundo Müller-Remus, é preciso simplesmente "informar as firmas, bem e abertamente, que está chegando alguém que é diferente e de que forma ele é diferente".

Expansão planejada
Em Berlim, até o momento, a Auticon já empregou seis consultores. Até o fim do ano, esse número deverá se elevar para 12. Também em Munique encontra-se em planejamento uma nova filial que deverá empregar, no início do próximo ano, seis autistas com síndrome de Asperger.
E graças a uma cooperação com a firma de telefonia móvel Vodafone, quatro postos de trabalho para portadores da síndrome de Asperger irão surgir numa nova filial que está sendo montada em Düsseldorf. Enquanto em outros países já existem empresas similares, na Alemanha, a Auticon é a primeira a treinar autistas com síndrome de Asperger para empresas.

Elke Seng: 'talento de empregados floresce rapidamente'
 
O filho de Müller-Remus ainda não pôde se beneficiar da empresa de seu pai, pois seus talentos estão na área musical. Segundo levantamentos estatísticos, somente 15% dos autistas com síndrome de Asperger se interessam pela área de TI, disse Müller-Remus.
Por esse motivo, ele considera expandir gradualmente o portfólio de serviços da Auticon em torno do tema da gestão de qualidade. De modo que, no futuro, também possam ser empregados funcionários que tenham, por exemplo, seus pontos fortes nas áreas de idiomas e música.
Vantagens econômicas
Para a economia alemã, significa o aproveitamento de um grande potencial inexplorado; para o Estado, uma carga menor de assistência social. Mas e para os afetados?
"Eu ouvi e li biografias muito tristes e muito chocantes", explicou Elke Seng. "Para muitos, e isso eles mesmos dizem, trata-se da última ou única oportunidade que tiveram no mercado de trabalho."
Na Auticon, disse Seng, o potencial de tais empregados pode florescer num espaço mais curto de tempo. "Outro dia, um dos novos funcionários me disse: 'Sra. Seng, na verdade eu tinha uma consulta com o psiquiatra, mas desde que eu comecei a trabalhar aqui, eu não preciso mais ir, porque estou me sentindo muito bem'."
Autora: Insa Wrede (ca)
Revisão: Francis França

DW.DE


fonte: http://www.dw.de/empresa-berlinense-emprega-autistas-como-consultores-de-ti/a-16425341

Dica de Blog

Blog: A Liberdade é azul

Um espaço para conhecer mais sobre os direitos das pessoas com deficiência, em especial para familiares de pessoas com autismo, permitindo o exercício da cidadania com encaminhamento de demandas de forma autônoma ao Poder Público.


link: http://aliberdadeehazul.com

CONVITE: ENCONTRO PSICANÁLSE E AUTISMO EM SP EM 15/12.



Convite para o encontro de constituição de grupos de trabalhos em torno do
tema Psicanálise e Autismo a realizar-se no dia 15 de dezembro de 2012, das
14:00h às 17:00h, no Lugar de Vida, Rua Miragaia n. 174, Butantã, São Paulo.

Este convite dirige-se às instituiçõ es psicanalíticas, às instituições de
base psicanalítica, às instituições orientadas pela psicanálise, aos grupos
de psicanálise, grupos de formação de psicanalistas, docentes universitários
encarregados da transmissão da psicanálise, editores de revistas
científicas, e a todos aqueles que, de alguma forma, se vêem convocados a
debater as respostas, os posicionamentos e as ações necessárias para
enfrentar o movimento reducionista que visa limitar as abordagens
terapêuticas e excluir a psicanálise da do campo do tratamento das crianças
autistas ou dos estados autísticos.

Este encontro é uma iniciativa coletiva que pretende organizar grupos de
trabalho para a produção de um material consistente que visará apresentar
respostas a esse movimento de desqualificação do tratamento psicanalítico do
autismo.

As produções dos grupos de trabalho serão apresentadas em uma Jorna da,
inicialmente proposta para os dias 30 e 31 de março de 2013, no Instituto de
Psicologia da Universidade de São Paulo. Depois de apresentadas essas
produções, a Jornada deverá apresentar seus resultados em entrevistas e
textos a serem publicados na mídia no dia 02 de abril, Dia Mundial do
Autismo. A preparação dessa apresentação à mídia será realizada por um dos
grupos de trabalho, apresentados a seguir.

Os temas que foram propostos até agora para os grupos de trabalho são:

1. Políticas Públicas e psicanálise (o que vem sendo feito, quais têm
sido as participações dos psicanalistas, o que pode ser proposto pelo grupo,
etc);
2. Levantamento da produção/textos de Psicanálise e autismo publicados
em revistas científicas com impacto;
3. Levantamento de números em torno do tratamento psicanalítico do
autismo (quantas instituições existem , quantos psicanalistas atende m
autistas, relatos de tratamentos bem sucedidos);
4. História das contribuições da psicanálise para o autismo;
5. Levantamento do material já escrito pelos psicanalistas franceses na
luta contra a sua desqualificação;
6. O debate sobre a cientificidade da psicanálise, também para
divulgação.
7. Metodologia e efeitos da psicanálise na clínica com crianças em
estados autísticos para ser divulgada em termos claros para o público em
geral.
8. Esforços que vêm sendo feitos na direção de realizarmos um
tratamento interdisciplinar com crianças em estados autísticos;
9. Um texto sobre a participação dos pais na clínica psicanalítica com
crianças autistas, esclarecendo que estamos com eles e não contra eles
10. Diagnóstico e intervenção precoce, do modo como a psicanálise os
entende, em linguagem clara para divulgação;
11. Um texto sobre DMS 5, o espectro autista, efeito sobre as crianças e
os pais;
12. Revisão bibliográfica das outras abordagens do autismo;
13. Grupo para criar os mecanismos necessários para o aumento do fator
de impacto das revistas científicas que abordam a psicanálise e o autismo
(como a Estilos da Clínica), de modo a abrirmos portas para dar
visibilidade científica e internacional para o trabalho realizado por
psicanalistas que tratam dos autistas.
14. Levantamento do que já foi feito de articulação com outras áreas e
propostas de novas articulações, diálogos;
15. Ações para reverter o fechamento do CRIA/SP
16. Grupo encarregado de criar a Associação Psicanalítica Brasileira dos
Estudos dos Autismos;
17. Grupo responsável pelo contato e divulgação de nossas ações na
mídia, realizando um programa e um cronograma sistemáticos para isso.
18. organização da Jornada de 2013 (com organização de um site e blog).

Contamos com a participação de representantes das instituições que estão
sendo convidadas e solicitamos que ajudem no sentido de convidarem as
instituições que por acaso não se encontram na lista abaixo (estamos
enviando dois emails coletivos uma vez que não cabem todos os emails num
único disparo).

Por fim, esclarecemos que a data do dia 15 de dezembro possibilita a
participação da maioria dos colegas, dentre aqueles que se manifestaram.
Infelizmente, alguns colegas não poderão participar mas reitera-se a
proposta de que esse encontro iniciará os trabalhos do grupos que terão
continuidade em fóruns menores e mais presenciais. Estão ainda previstas
três novas reuniões antes da Jornada de março.

Solicitamos confirmação da presença para ajudar na organização do encontro.


Lugar de Vida/SP
Centro de Referência da Infância e da Adolescência - CRIA/SP PUC/SP
(Silvana Rabello) DERDIC/PUC-SP IPSUP (Cristina Kupfer, Christian Dunker,
Rogerio Lerner) UNICAMP (Nina Leite) Associação de Psicopatologia
Fundamental Sociedade Brasileira de Psicanálise Departamento de Psicanálise
de Crianças do Instituto Sedes Sapientiae NEPPC/SP Attenda/SP Carrocel/SP
Unesp de Bauru/SP PUC/RJ (Beatriz Souza Lyma) UFRJ (Ana Beatriz Freire)
Escola Brasileira de Psicanálise/RJ Curumim/RJ Atelier Espaço Terapêutico/RJ
Pinel/RJ IMS/RJ CARIM/UFRJ Capsi Pequeno Hans/RJ Núcleo de Investigação
Clínica Hans da Escola Letra Freudiana ABENEPI/RJ ABEBE UFMG (Angela
Vorcaro) Grupo de estudo sobre a criança (e sua linguagem) na clínica
psicanalítica – GECLIPS/MG ALEPH - Escola de Psicanálise CAIS/MG CERSAMI de
Betim CAPSI de Vitória UnB (Izabel Tafuri) Universidade Católica de Brasília
(Sandra Francesca) COMPP/BSB ABENEPI/BSB Viva Infância/BA NIIPI/BA Centro de
Pesquisa em Psicanálise e Linguagem de Recife – CPPL NINAR/Recife CAPSI de
Campina Grande/PB CIAM/MA Associação Psicanalítica de Curitiba – APC Espaço
Escuta de Londrina Centro Lydia Coriat de Porto Alegre Associação
Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA Instituto Sigmund Freud/RS UFSM/RS
(Ana Paula Ramos)

Fórum Residências Assistidas para Pessoas com Deficiência

Fórum Residências Assistidas
para Pessoas com Deficiência

O Movimento Pró Autista e o Vereador Gilberto Natalini, convidam para participar da apresentação do "Projeto de Residências Assistidas para Pessoas com Deficiência", como proposta para a construção de políticas públicas na cidade de São Paulo.
Especialmente dirigido a cuidadores, pais e responsáveis preocupados com o

futuro destas pessoas, devido a ausência de políticas e ações públicas que

garantam o suporte mínimo vitalicio.


Data: 11/12/2012 (terça-feira) Horário: 13h00 às 17h00
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacarei, 100 - Centro
Sala Oscar Pedroso Horta - 1º Sub-solo.

Programa:

a)- Apresentação de projeto de residência assistida (1 hora)
1. O que é? – Definição, serviços prestados, serviços complementares, exclusões, orientações, limitações, restrições.
2. Quanto custa? Investimento, Operações, orientações, limitações, restrições.
3. Como obter? Pais e responsáveis, doadores, governos, orientações, limitações, restrições.


b)- Sugestões (40 minutos)
1. Como equacionar as finanças?
2. Alterações na Legislação para Doações
3. Financiamento de RA ONGs
4. Legislação de RA ONGs

c)- Debate (40 minutos)




Participação Gratuita - ** Vagas Limitadas **
Favor confirmar presença através do e-mail abaixo, informando:
Nome:
Endereço:
Telefone:
E-mail:

Qual seu interesse por Residências Assistidas?

Maiores informações: Ana Ruiz - 11 98274-0019


Carta encaminhada para a Presidente Dilma Rousseft



"Excelentíssima Sra Presidenta Dilma Rousseft.

Esta é uma mensagem despretenciosa, sem a intenção de lhe transmitir mais que o necessário para que conheça a situação em que vive uma parcela de seu povo, o povo que a elegeu e que em sua pessoa confia. Essa parcela conta com DOIS MILHÕES de pessoas, são autistas, nossos autistas, nossos filhos. Aqui lhe escrevo com o direito que a vida me concedeu, quando resolvi tomar nos ombros um pouco da dor de minhas companheiras, as mães dos filhos que meu coração adotou. Percebi Excelência, que o fardo é leve quando o dividimos com nossos pares e que ficamos mais felizes quando assim procedemos. Creio que percebi o mesmo que Vossa Excelência percebeu muitos anos atrás quando lutou contra a ditadura, quando se aliou aos companheiros de ideal para melhorar a situação de uma nação. Sentiu na pele a dor dos companheiros, e foi à luta sem temor e foi feliz mesmo sofrendo, sabendo que lutava por um ideal e conquistava assim justiça para todos! Hoje eu me dirijo à essa guerreira que chegou ao topo SEM PERDER A TERNURA, para que olhe por nós, as mães azuis, mães que conservam a ternura com mescla de esperança num futuro melhor para os filhos com autismo. Não pretendo aqui lhe descrever o que é autismo pois tenho certeza que deve saber, apenas acrescento que são destituídos de atendimento na rede pública e sequer tem o reconhecimento de que são pessoas com deficiência. Não é crítica de forma alguma, apenas uma questão de relatar brevemente do que se trata nossa luta. Nossos profissionais no Brasil, em sua grande maioria ainda desconhece a síndrome e não sabe como tratá-la. O diagnóstico precoce acaba vindo tardiamente e em grande parte dos casos não vem jamais...Infelizmente nossos filhos não tem tempo, tem síndrome, tem urgência de atendimento para desenvolver todo seu potencial e se tornar produtuivo, ser feliz! Esses são os filhos que nos tiram o sono muitas vezes, pelo amor que lhe consagramos, pela preocupação que temos quanto ao seu futuro devido à situação de vulnerabilidade em que se encontram. Essa é a carta da esperança, e eu deposito em suas mãos através de um amigo querido, companheiro de causa que Deus colocou em seu caminho e no meu caminho para que entregasse nessas mãos todo nosso sonho, toda nossa luta, todo nosso coração e sentimento. Uma chefe de Estado que faz o plano VIVER SEM LIMITES por certo não vai ignorar nossa situação, porque nossos filhos Excelência, vivem ainda limitados, pela falta de tratamento, pela ausência de pesquisa nessa área, pela falta de atuação do poder público em suas vidas. Com a união de pais conseguimos avançar com um Projeto de Lei, 168/11 que se encontra agora no Senado, em fase final de aprovação. Esse Projeto cria a Política Nacional de Proteção aos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Esse Projeto tem trazido esperança à muitas famílias e em torno dele se formou um exército de famílias com o objetivo de vê-lo aprovado, sancionado e posteriormente implementado. Hoje entregamos em suas mãos essa missão, a de dar um final feliz nessa história árdua e difícil porém linda que é a história das crianças autistas no Brasil. Nossos filhos serão sempre crianças pois são destituídos de malícia, ironia e maldade. São ingênuos e totalmente vulneráveis, não importando a idade. Nós confiamos agora na mulher que conquistou o coração dos brasileiros com pulso firme mas sorriso no rosto. Confiamos na mãe que se emociona com crianças especiais, por entender como toda mãe, a necessidade dos cuidados especiais que esses filhos precisam...Nossos filhos Excelência, precisam também VIVER SEM LIMITES, ter igualdades de oportunidades e nesse momento só a ternura do coração da grande mãe do Brasil poderá salvá-los. Eu não exagero, poderá constatar isso brevemente se tentar se inteirar da situação real dos autistas severos, muito comprometidos. Não pretendo entristecê-la com as histórias tristes que habitam o recôndito das casas humildes onde o autismo cresce sem nada que venha balsamizar suas dores. Prefiro confiar em seu sempre presente bom senso, usando a razão e emoção na dose certa no momento certo. Somos na grande maioria mulheres, onde do lar o pai se evadiu diante do grave problema do autismo, deixando-nos sós com um ser tão especial requerendo tantos cuidados. Junto com essa carta e esse Projeto de Lei lhe entregamos uma parte de nossa vida, nossa história, nosso futuro. Confiamos em sua sábia decisão e oramos à Deus!


Atenciosamente


Berenice Piana de Piana - Mãe de Dayan, 18 anos, autista."

Paim fala sobre os autistas


fonte: http://www.youtube.com/watch?v=jEagBBpFomE&feature=em-share_video_user

Vamos aguardar e torcer muito!!!!


domingo, 25 de novembro de 2012

3a. Virada Inclusiva 2012 - dias 01, 02 e 03 de dezembro


 
Shows, oficinas, apresentações, mostras teatrais, exposições, partidas, gincanas e demais manifestações de arte, cultura, esporte e lazer em uma variada gama de lugares em diversos municípios do estado de São Paulo. As atividades acontecem entre os dias 1, 2 e 3 de dezembro de 2012, contando com mais de 24 horas de diversão inclusiva e informação com participação plena de todos os cidadãos.

Programação completa:
http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/

AMDE x Movimento Pro Autista na ONG Brasil 2012

Segue a programação da ONG Brasil 2012, que será realizado nos dias 06 a 08 de Dezembro, no Expo Center Norte - Santana - São Paulo

Faça já a sua inscrição:

Workshop Politicas Publicas para o Autismo
Data:
08 de Dezembro 2012 (sábado)
Horário: 13h00 às 16h00
Auditório: Jacanã 3

Realização: AMDE x Movimento Pró Autista

EVENTO GRATUITO
. - Vagas Limitadas



http://www.ongbrasil.com.br/index.php?canal=eventos&pgID=201112-221416-b792d750

OS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA POLÍTICA INTEGRAL PARA O AUTISMO

ATENÇÃO PARA O NOVO LOCAL DE REALIZAÇÃO DO EVENTO:

O Conselho Estadual de Saúde promove o SEMINÁRIO:OS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA POLÍTICA INTEGRAL PARA O AUTISMO.

DATA: 26 de Novembro de 2012, das 8h30 às 18h00
LOCAL: Auditório do Instituto Emílio Ribas - Avenida Dr. Arnaldo, 165



TEMA II - VIVENDO COM AUTISMO
Programação:

8:30 horas Distribuição de material

9:00 horas MESA: A ESTRUTURA DA ATENÇÃO

A INTERSETORIALIDADE DO AUTISMO
Expositores: Gabriela Viegas Stump
Silmar de Souza Abu Gannam

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NA ATENÇÃO DO AUTISTA
Expositora: Mirsa Elisabeth Dellosi

A EXPERIÊNCIA DA AÇÃO INTEGRADA DO AUTISMO NA REDE DE
SAÚDE

Expositoras: Valdete Mendes da Rocha Santana Novais
Walquíria Castello Branco Cristina Martins Pereira

10:40 DEBATE

11:05 horas "VIVENDO COM AUTISMO"
Expositoras: Ana Santos Souza Ruiz
Keli Cristina de Mello

11:35 horas MESA - EDUCANDO A CRIANÇA COM AUTISMO
Expositoras: Flávia Maria de Vasconcellos
Paulina Rocha

12:05 DEBATE

13:30 horas MESA - A VIDA APÓS A ESCOLA
A RESIDÊNCIA DE ADULTOS
Expositores: Dr. Daniel Sousa Filho
Silvia Helena Tejo Marcolino

TRABALHO PARA PESSOAS COM AUTISMO

EMPREGO APOIADO E COMPETITIVO
Expositores: Martha Hubner
Sinival Rosangela Pinheiro

14:50 DEBATE

15:05 horas MESA - POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O AUTISMO: SAÚDE
MENTAL OU SAÚDE DO DEFICIENTE?

O PAPEL DA SECRETARIA DA SAÚDE

Coordenador da mesa: Carlos Botazzo

Expositores:
Arnaldo Marcolino
Paulina Rocha
Moacyr Miniussi Bertolino Neto
Renata Flores Tibyriçá
Silmar de Souza Abu Gannam